O CULPADO: Refilmagem de Sucesso Dinamarquês Segue com Problemas

A NETFLIX lançou o filme O CULPADO, dirigido por Antoine Fuqua, um dos nomes de ponta do atual cinema americano. É a refilmagem de um sucesso do cinema dinamarquês de 2018, intitulado THE GUILTY.

Um policial que atende no 911, recebe certa noite o chamado de uma mulher que parece ter sido sequestrada pelo ex-marido e que consegue acionar a Polícia sob pretexto de estar ligando para a filha do casal, deixada em casa com seu irmão bebê.

O policial (Jake Gyllenhaal, sempre trabalhando bem) se descontrola, deixa de lado os protocolos e assume o caso como se fosse o único da noite. Em uma central de atendimento da Polícia de Los Angeles, há milhares de chamados por noite e a indiferença cotidiana dos atendentes deixa Joe Baylor ainda mais nervoso.

À medida em que a noite passa, vamos descobrindo que no dia seguinte Baylor deverá ir ao tribunal onde responde por uma acusação de homicídio.

Seu estado nervoso (e mental) na noite tem direta relação com aqueles fatos.

Uma curiosidade é que, embora apenas Gyllenhaal apareça, o elenco conta com as vozes de Rilley Keough, Peter Sarsgaard, Ethan Hawke e Paul Dano.

Quando vi THE GUILTY nos cinemas já tinha achado um caso daqueles em que o argumento (a ideia da história) é melhor que o filme. Tanto no original dinamarquês quanto no atual filme americano, acho que a monotonia se instala depois de vinte minutos do ator central tentando levar o drama apenas com as vozes dos envolvidos.

Claro que o texto é interessante e que a direção de Fuqua luta para dar ritmo ao filme, por exemplo fazendo Baylor imaginar imagens do que estaria ocorrendo.

Mas, na minha opinião, não passa de um exercício sobre a culpa. Frustrado.

NETFLIX released the film THE GUILTY, directed by Antoine Fuqua, one of the top names in current American cinema. It’s a remake of a 2018 Danish film hit entitled THE GUILTY.

A 911 police officer receives a call one night from a woman who appears to have been kidnapped by her ex-husband and who manages to call the police under the pretext of calling the couple’s daughter, who is left at home with her brother baby.

The police officer (Jake Gyllenhaal, always working well) loses control, drops protocol and takes the case as if he were the only one of the night. At a Los Angeles Police Call Center, there are thousands of calls per night, and the everyday indifference of the attendants makes Joe Baylor even more nervous.

As the night goes on, we discover that the next day Baylor must go to court where he is facing a murder charge.

Your nervous (and mental) state at night is directly related to those facts.

A curiosity is that, although only Gyllenhaal appears, the cast features the voices of Rilley Keough, Peter Sarsgaard, Ethan Hawke and Paul Dano.

When I saw THE GUILTY (the Danish original) in theaters I had already found a case where the script (the idea of ​​the story) is better than the movie. In both the Danish original and the current American film, I think monotony sets in after twenty minutes of the central actor trying to carry out the drama with just the voices of those involved.

Of course the text is interesting and Fuqua’s director struggles to give the film rhythm, for example by making Baylor imagine images of what was going on.

But in my opinion, it’s just an exercise in guilt. Frustrated.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.