UM ANO EM NOVA IORQUE: Um Pequeno Grande Filme a Ser Descoberto

Meu irmão Zé Victor Castiel me ligou um dia destes emocionado com o filme que acabara de ver: UM ANO EM NOVA IORQUE (MY SALLINGER YEAR), dirigido pelo cineasta canadense Philippe Falardeau, a partir de um romance autobiográfico da escritora Joanna Smith Rakoff.

Na década de 80, uma jovem aspirante a escritora se emprega como assistente da Agente literária que representa o mitológico escritor J.D.Sallinger (O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO).

Embora o trabalho na agência seja claramente uma passagem, a convivência com livros, escritores e com a tradicional agente acelera o processo de maturidade da jovem, decidida a viver em Nova Iorque e seguir sua carreira a qualquer custo.

A protagonista é uma das jovens atrizes que estão na moda: Margaret Qualley (filha da também atriz Andie McDowell). A moça está nas telas com vários filmes e séries, entre as quais a reconhecida MAID. Anteriormente, trabalhou sob as ordens de Quentin Tarantino em ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD e no interessante NOVITIATE. Seu trabalho como a própria autora da história Joanna Rakoff é muito bom. Ela sente muito por cada fã que escreveu uma carta para Sallinger que ele nunca irá ver. Inconformada, também neste tema ela vai tentar uma resposta. Escritor não costuma se conformar.

No papel da agente literária Margaret, a atriz Sigourney Weaver dá mais um show. Desde que surgiu, enfrentando o monstro babão numa das obras primas de Ridley Scott (ALIEN), Sigourney só melhorou como atriz. Aos 72 anos de idade e com 98 filmes no currículo, a vencedora do BAFTA e do Globo de Ouro faz um trabalho rico e emocionante. A aparente frieza de sua personagem não a impede de ver em Joanna um talento bruto a ser lapidado, baseado em seu amor à literatura.

O elenco de apoio é daqueles escolhido a dedo: Douglas Booth, Seána Karslake, Colm Feore (ótimo como Daniel), Brian F. O’Byrne, Théodore Pellerin, Yannick Trusdale e Hanza Hak. Uma nota especial para Tim Post que vive o recluso escritor J.D.Sallinger de uma forma criativa e especial.

MY SALLINGER YEAR é um filme especial. Como a jovem Joanna, uma jóia a ser descoberta e cultivada. Um delicioso entretenimento – em alto nível – sobretudo para quem ama livros e Nova Iorque.

My brother Zé Victor Castiel called me the other day, excited about the film he had just seen: MY SALLINGER YEAR, directed by Canadian filmmaker Philippe Falardeau, based on an autobiographical novel by writer Joanna Smith Rakoff.

In the 1980s, a young aspiring writer is employed as an assistant to the literary agent who represents the mythological writer J.D.Sallinger (CATCHER IN THE RYE).

Although working at the agency is clearly a passage, living with books, writers and the traditional agent accelerates the young woman’s maturity process, determined to live in New York and pursue her career at any cost.

The protagonist is one of the young actresses who are on fire: Margaret Qualley (daughter of fellow actress Andie McDowell). The girl is on the screen with several movies and series, including the renowned MAID. Previously, she worked under Quentin Tarantino on ONCE UPON A TIME IN HOLLYWOOD and on the interesting NOVITIATE. Her work as the author of the story Joanna Rakoff is very good. She feels sorry for every fan who has written a letter to Sallinger that he will never see. Dissatisfied, she will also try to answer on this topic. Writer does not usually conform.

In the role of literary agent Margaret, actress Sigourney Weaver puts on yet another show of talent. Since she emerged, facing the drooling monster in one of Ridley Scott‘s (ALIEN) masterpieces, Sigourney has only improved as an actress. At 72 years old and with 98 films under her belt, the BAFTA and Golden Globe winner does rich and exciting work. Her apparent coldness does not prevent her from seeing Joanna as a raw talent to be honed, based on her love of literature.

The supporting cast is one of those handpicked: Douglas Booth, Seána Karslake, Colm Feore (great as Daniel), Brian F. O’Byrne, Théodore Pellerin, Yannick Trusdale and Hanza Hak. A special note to Tim Post who lives the reclusive writer J.D.Sallinger in a creative and special way.

MY SALLINGER YEAR is a very special movie. Like young Joanna, a jewel to be discovered and cultivated. Delicious entertainment – on a high level – especially for those who love books and New York.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.