NO FIM DO TÚNEL: Thriller Hispano-Argentino é Noir Até os Ossos

O cinema argentino não pára de nos surpreender. Ontem encontrei na HBO MAX um thriller de 2016, intitulado NO FIM DO TÚNEL, uma co-produção da Argentina e Espanha, dirigida por Rodrigo Grande, o cineasta nascido em Santa Fé, responsável pelos dois filmes HISTÓRIAS CURTAS.

Um engenheiro de computação que perdeu a família em um acidente de carro, no qual ficou paraplégico, mora sozinho em um casarão de Buenos Aires, daqueles cenários perfeitos para uma grande história. Joaquin é Leonardo Sbaraglia, o ótimo ator buenoairense cada vez mais próximo do Olimpo onde Ricardo Darin reina absoluto.

Certo dia, surge uma linda mulher com sua filha pequena, querendo alugar um quarto com sacada no andar de cima da casa. Mesmo desconfiado, ele aceita a proposta e passa a ter uma pequena dose de fantasia na vida, observando a beleza inacreditável da moça. Berta é a madrilenha Clara Lago, vista em TENGO GANAS DE TI e THE COMMUTER. Berta é inocente, sedutora, misteriosa e sensual. Ao mesmo tempo é curiosa e invade todos os cômodos e partes do casarão sem qualquer receio.

As coisas se complicam quando Joaquin começa a ouvir ruídos em seu porão. Um grupo de bandidos está cavando um túnel sob a casa para assaltar o banco que fica ao lado. Entre eles estão Pablo Echarri, Walter Donado, Facundo Nahuel Gimenez, Javioer Godino (o vilão do magnífico O SEGREDO DOS SEUS OLHOS) e um veterano e maravilhoso Federico Luppi (o Darin da geração anterior).

Vi muitos filmes espetaculares com Federico Luppi. PLATA DULCE, PAN’S LABYRINTH e ELSA E FRED. Morreu em 2017, aos 83 anos. Era um ator soberbo.

AL FIN DEL TÚNEL (AT THE END OF THE TUNNEL) consegue um suspense maravilhoso. A vida monótona de Joaquin vai se complicando minuto a minuto.

É verdade que também tem momentos lúdicos maravilhosos, normalmente a cargo da luminosa Berta.

O espectador fica na ponta da cadeira, para saber como termina NO FIM DO TUNEL. O diretor Rodrigo Grande maneja sua trama com excelência e ainda presta uma bela homenagem aos filmes noir. Seu filme é feito nas sombras, tem personagens ambíguos e uma trama onde as traições se sucedem.

Pode ser melhor? Mais um gol do cinema platino.

Argentine cinema never ceases to amaze us. Yesterday I found on HBO MAX a 2016 thriller entitled AT THE END OF THE TUNNEL, a co-production from Argentina and Spain, directed by Rodrigo Grande, the Santa Fé-born filmmaker responsible for the two SHORT STORIES films.

A computer engineer who lost his family in a car accident, in which he was paralyzed, lives alone in a big house in Buenos Aires, one of those perfect settings for a great story. Joaquin is Leonardo Sbaraglia, the great actor from Buenos Aires, who is ever closer to Olympus where Ricardo Darin reigns supreme.

One day, a beautiful woman appears with her little daughter, wanting to rent a room with a balcony on the top floor of the house. Even suspicious, he accepts the proposal and starts to have a small dose of fantasy in life, observing the unbelievable beauty of the girl. Berta is Clara Lago from Madrid, seen in TENGO GANAS DE TI and THE COMMUTER. Berta is innocent, seductive, mysterious and sensual. At the same time she is curious and invades all rooms and parts of the house without any fear.

Things get complicated when Joaquin starts to hear noises in his basement. A group of bandits are digging a tunnel under the house to rob the bank next door. Among them are Pablo Echarri, Walter Donado, Facundo Nahuel Gimenez, Javier Godino (the villain of the magnificent THE SECRET IN HER EYES) and a wonderful veteran Federico Luppi (the Darin of the previous generation).

I saw many spectacular movies with Federico Luppi. PLATA DULCE, PAN’S LABYRINTH and ELSA AND FRED. He died in 2017, aged 83. He was a superb actor.

AL FIN DEL TUNEL (AT THE END OF THE TUNNEL) manages a wonderful suspense. Joaquin’s monotonous life gets complicated minute by minute.

It is true that there are also wonderful playful moments, usually in charge of the luminous Berta.

The spectator stands on the edge of the chair, to see how it ends AT THE END OF THE TUNNEL. Director Rodrigo Grande manages his plot with excellence and still pays a beautiful tribute to films noir. His film is made in the shadows, has ambiguous characters and a plot where betrayals are constant.

Could it be better? Another goal of platinum cinema.

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