SING 2: Os Desenhos São Cada Vez Mais Ricos e Inclusivos Sem Perder a Graça

Ontem fui outra vez ao cinema, aqui em Weston, Florida. Levei meus dois netos, o Samuel e o Caio que estavam ansiosos por ver SING 2, longa metragem animado da Universal, dirigido por Garth Jennings. Reconheço que a emoção de ir com os dois ao cinema – templo de tanta importância na minha vida – foi demais. Espero poder mostrar muitas vezes a eles a magia da sala escura e da tela gigante iluminada.

SING 2 é um show de competência e talento. A lista de atores e atrizes envolvidos já deixa isto muito claro. Matthew McConaughey, Scarlett Johansson, Reese Whiterspoon, Tori Kelly, Taron Everton, Garth Jennings, Bobby Cannavael, Bobo, Pharrell Williams, Julia Davis, Wes Anderson e muitos outros.

O resultado é primoroso. SING 1 era sobre um produtor de shows musicais que inicia a programação de um teatro decadente graças a uma improvável parceria com uma veterana musa dos musicais.

Já eram destaque do filme, a inclusão e a diversidade. Todas as vítimas de preconceitos e exclusões estão representados em SING.

Neste Opus Dois, a turma vai a Las Vegas tentar fazer um mega show na cidade dos mega shows. Por um acidente do destino, conhecem um super produtor, daqueles que só vê dinheiro a sua frente.

A parceria entre eles é impossível. Ganância e humanismo não se dão. Buster Moon vai ter que rebolar para cumprir seu sonho, proteger sua turma e bater de frente com o milionário.

Mas tudo é feito com muita graça e talento em SING 2. Os conflitos pessoais e sociais estão ali, muito bem inseridos, de modo que o filme não perca a atenção das crianças, seu público principal.

Claro que sendo um musical, a trilha sonora tem que ser nota dez. E é um dos grandes ativos do filme. É uma música mais linda que a outra. BREAK FREE, I SAY A LITTLE PRAYER e A SKY FULL OF STARS são apenas três delas.

SING 2 também é para o público adulto, por certo. Há inúmeras citações de cenas e filmes clássicos do cinema. Para delírio dos cinéfilos de plantão.

Em determinado momento do filme, meu netinho mais jovem, Caio, de cinco anos, saiu da cadeira do cinema e se pôs a dançar ao ritmo da música na tela. SING 2 se comunica de modo perfeito com seu público.

No final, Scarlett Johansson e Bono cantam I STILL HAVEN’T WHAT I’M LOOKING FOR. Impossível não chorar. Eu também não.

Vá ver SING 2 e faça seu final de 2021 melhor. O mundo não abre mão de dinheiro, egoísmo e ganância. Mas também não funciona sem alegria, sonho e música.

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