A FILHA PERDIDA: Filhos São uma Responsabilidade Esmagadora

Custei bastante a ver THE LOST DAUGHTER, filme de estreia na direção da atriz Maggie Gyllenhaal. atriz de tantos trabalhos maravilhosos como THE DARK KNIGHT e SECRETARY, só para ficar em dois bem famosos. O filme está na NETFLIX.

Baseado em um romance da escritora italiana Elena Ferrante, em si mesma uma personagem cheia de mistério, porquanto seria o pseudônimo de uma pessoa desconhecida que somente dá entrevistas por escrito.

THE LOST DAUGHTER é um drama psicológico muito forte e de narrativa densa e pesada. A melancolia é o sentimento mais forte do que se vê na tela.

Gyllenhaal foi muito esperta (e competente) ao se cercar de um time de atrizes e atores de elite para seu filme de estréia. Olivia Colman é um escândalo de atriz. Todos os seus trabalhos são riquíssimos em detalhes de interpretação que poucas atrizes conseguem elaborar com tanta qualidade. Sua Leda, uma professora universitária que vai sozinha passar férias em uma praia grega é antológica em seus dramas, seu sofrimento silencioso e sua linguagem corporal muito elaborada.

Com Olivia estão Dakota Johnson (cada vez melhor, a neta de Tippi Hendren e filha de Melanie Griffith faz aqui uma mãe atormentada com a maternidade como poucas vezes se viu no cinema), Ed Harris (ótimo como o locador do apartamento em que fica a protagonista), Peter Sasgaard (um importante personagem no passado de Leda), Jessie Buckley (Leda quando jovem e sonhadora), Paul Mescal (Will, o rapaz da vendinha da praia) e Dagmara Dominczyk (Callie). Uma verdadeira seleção.

O material de Ferrante e este time de intérpretes deixam a diretora pronta para fazer um filme extremamente dramático sobre a maternidade. O sofrimento de Leda quando jovem a acompanha na maturidade. Deixou marcas e trumas fortes demais para serem esquecidos. Quando ela encontra a jovem Nina, por tudo se vê nela e quer lhe dizer coisas importantes que a vida lhe ensinou.

“Filhos são uma responsabilidade esmagadora”, diz a personagem principal a sua nova amiga.

O filme vai magistralmente construindo um mosaico sobre a relação de Leda e suas duas filhas no passado. São cenas muito fortes e tensas, com a relação das três. Há momentos cinematográficos brilhantes, em cenas tão cotidianas que qualquer casal viveu com seus filhos pequenos.

Sustos, medos e angústias.

Dizem que depois de ser mãe, o sono da mulher nunca mais é o mesmo.

A Leda de Maggie Gyllenhaaal mostra porquê. Sem filtros.

It took me a long time to see THE LOST DAUGHTER, Maggie Gyllenhaal‘s directorial debut film. the actress of so many wonderful works like THE DARK KNIGHT and SECRETARY, just to name two very famous ones. The film is on NETFLIX.

Based on a novel by the Italian writer Elena Ferrante,  herself a character full of mystery, as it would be the pseudonym of an unknown person who only gives interviews in writing.

THE LOST DAUGHTER is a very strong psychological drama with a dense and heavy narrative. Melancholy is the strongest feeling on the screen.

Gyllenhaal was very smart (and competent) to surround herself with a team of elite actresses and actors for her debut film. Olivia Colman is a scandalous actress . All of her works are very rich in interpretation details that few actresses can elaborate with such quality. Her Leda, a college professor who goes alone for a vacation on a Greek beach is anthological in her dramas, her silent suffering and her very elaborate body language.

With Olivia are Dakota Johnson (better and better, Tippi Hendren‘s granddaughter and Melanie Griffith‘s daughter plays a mother tormented by motherhood as rarely seen in the movies), Ed Harris (great as the landlord in the protagonist), Peter Sasgaard (an important character in Leda’s past), Jessie Buckley (as a young and dreamy Leda), Paul Mescal (Will, the boy from the beach vendor) and Dagmara Dominczyk (Callie). A real dream team.

Ferrante’s material and this team of interpreters leave the director ready to make an extremely dramatic film about motherhood. Leda’s suffering as a young woman accompanies her in maturity. It lefted marks and bruises too strong to be forgotten. When she meets the young Nina, she sees everything in her and wants to tell her important things that life has taught her.

“Children are an crushing responsibility”, says the main character to her new friend.

The film masterfully builds a mosaic about the relationship between Leda and her two daughters in the past. They are very strong and tense scenes, with the relationship of the three. There are brilliant cinematic moments, in scenes so everyday that any couple lived with their young children.

Scares, fears and anxieties.

They say that after being a mother, a woman’s sleep is never the same.

Maggie Gyllenhaaal‘s Leda shows why. With no filters.



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