MONTY PYTHON E O CÁLICE SAGRADO: Aqueles Caras Eram Geniais

Ontem, como o calor era insuportável e as notícias ainda piores, resolvi rever pela enésima vez a comédia antológica do grupo inglês Monty Python: O CÁLICE SAGRADO. Durante 91 minutos ri muito das piadas devastadoras sobre as histórias de cavaleiros, códigos de honra e missões bélicas.

Há um trailer do filme que inicia o humor top: Uma voz pomposamente anuncia que, “de tempos em tempos, surge um filme que revoluciona o cinema, marcando época. Este não é este filme.” Deboche puro.

O Rei Arthur e seus cavaleiros da távola redonda vão para o Oriente em busca do cálice sagrado. Acabou aí a identidade com tantos filmes sobre as cruzadas. A produção optou por não ter cavalos em cena. Logo, os cavaleiros andam a pé e um auxiliar, com duas cascas de cocos em mãos vai fazendo o barulho do galope dos cavalos.

John Cleese, Graham Chapman, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin estão perfeitos nos múltiplos papéis que lhes destina um dos roteiros mais criativos e engraçados da história. Do cavaleiro Negro, ao coelho assassino, passando pelos cavaleiros que dizem “ni” e ao coadjuvante de terno e gravata encontrado morto em cena, a sátira come solta.

Eu acho que A VIDA DE BRIAN e O SENTIDO DA VIDA são dois trabalhos melhor produzidos do Grupo Monty Python. Mas este CÁLICE SAGRADO é mais engraçado e anárquico em seu humor, ao mesmo tempo criativo e destrutivo.

Vi mais de uma vez em Nova Iorque um espetáculo na Broadway intitulado SPAMALOT. O grupo Monty Python retomava o tema das cruzadas e ampliava a busca pelo cálice sagrado. Ali eles tinham mais tempo para exercitar seu humor. É um show inesquecível.

Se você quer se divertir por uma hora e meia, com piadas realmente inteligentes e criativas, veja ou reveja CÁLICE SAGRADO. É uma aula de fazer humor.

Yesterday, as the heat was unbearable and the news was even worse, I decided to review for the umpteenth time the anthology comedy by the English group Monty Python: THE HOLY GRAIL. For 91 minutes I laughed a lot at the devastating jokes about the stories of knights, codes of honor and war missions.

There’s a trailer for the movie that kicks off the top mood: A voice pompously announces that, “from time to time, a movie comes along that revolutionises cinema, setting an era. This isn’t this movie.” Pure debauchery.

King Arthur and his Knights of the Round Table head east in search of the Holy Grail. That was the end of the identity with so many films about the crusades. The production chose not to have horses on the scene. Soon, the riders walk and an assistant, with two coconut shells in hand, makes the noise of the horses gallop.

John Cleese, Graham Chapman, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones and Michael Palin are perfect in the multiple roles assigned to them in one of the most creative and funniest scripts in history. From the Black Knight, to the assassin rabbit, passing through the knights who say “ni” and the supporting character in a suit and tie found dead on the scene, satire comes loose.

I think THE LIFE OF BRIAN and THE MEANING OF LIFE are two of the best produced works by the Monty Python Group. But this HOLY GRAIL is funnier and anarchic in its humor, both creative and destructive.

I saw a Broadway show called SPAMALOT more than once in New York. The Monty Python group took up the theme of the Crusades and expanded the search for the Holy Grail. Here they had more time to exercise their humor. It’s an unforgettable show.

If you want to be entertained for an hour and a half, with really clever and creative jokes, watch or review THE HOLY GRAIL. It’s a humor top class movie.

 

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