ELITE DE ASSASSINOS: Um Sam Peckinpah Bem Abaixo de Seus Trabalhos Clássicos

Ontem revi o filme ELITE DE ASSASSINOS, que o cineasta americano Sam Peckinpah fez em 1975. Eu vi este filme no Cine Cacique, na Rua da Praia, em Porto Alegre, no final da década de 70. O Cine Cacique era a maior sala de cinema da cidade. Mais de mil lugares, com mezanino e ladeado por dois belíssimos painéis mostrando figuras enormes de índios guaranis, feitos pelo artista plástico Glauco Rodrigues. Muitas e muitas vezes, enquanto a luz estava acesa, antes do filme, eu me pegava admirando aquelas figuras imponentes dos índios do Cine Cacique. De volta ao filme, lembro que as próteses usadas pelo personagem de James Chan no braço e na perna, na época me impressionaram bastante.

KILLER ELITE é um dos filmes mais fracos de Peckinpah. Não dá apara a saída, se comparado com MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA, A CRUZ DE FERRO, SOB O DOMÍNIO DO MEDO e OS IMPLACÁVEIS. todos trabalhos de Peckinpah muito acima deste e que viraram clássicos.

Robert Duvall e James Caan são membros de uma agência de espionagem especializada em matar. Seus chefes lhes confiam atentados para desmobilizar grupos terroristas, bandidos perigosos, proteger testemunhas e outros trabalhos violentos.

Certo dia, inesperadamente George Hansen (Duvall) mata a testemunha que eles tinham a missão de proteger e dá dois tiros que incapacitam seu amigo Mike Loken (Caan), Com o joelho e o braço esquerdo seriamente feridos, Mike fica anos em recuperação. Tido como aposentado, não desiste jamais de voltar à ativa, usando próteses metálicas que lhe diminuem a incapacidade.

A oportunidade surge quando Hansen reaparece trabalhando para um grupo de chineses que quer matar um adversário importante para o governo americano. Cap Collis (Arthur Hill parecendo sempre fazer o mesmo papel) chama Mike e lhe confia a liderança do grupo. Mike chama dois parceiros bem pirados: o violento e incontrolável Jerome Miller (Bo Hopkins, um projeto de astro de ação que ficou pelo caminho) e Mac (Burt Young, que depois faria sucesso como o cunhado de Rocky Balboa).

Um capítulo à parte é o fascínio de Hollywood pela figura do ninja, Na época, auge dos filmes de king fu, o ninja invadiu produções hollywoodianas. Lembram de 007 SÓ SE VIVE DUAS VEZES? Aqui em THE KILLER ELITE, meio sem motivo há um exército de ninjas que Chan e seus amigos matam como moscas.

Os poucos recursos da produção ficam bem evidentes. As trucagens são todas meio mambembes. A fraqueza do roteiro acentua as carências da produção, rodada em São Francisco.

Hoje THE KILLER ELITE ficou como um filme menor na carreira de um mestre. Nada mais que isto.

Yesterday I reviewed the film THE KILLER ELITE, that the American filmmaker Sam Peckinpah made in 1975. I saw this film at Cine Cacique, on Rua da Praia, in Porto Alegre, in the late 70’s. Cine Cacique was the biggest movie theater in town. More than a thousand seats, with a mezzanine and flanked by two beautiful panels showing huge figures of Guarani Indians, made by the artist Glauco Rodrigues. Many, many times, while the light was still on, before the movie, I caught myself admiring those imposing figures of the Indians at Cine Cacique. Back to the film, I remember that the prostheses used by James Chan’s character on his arm and leg, at the time, impressed me a lot.

THE KILLER ELITE is one of Peckinpah’s weakest films. There’s no way out, compared to THE WILD BUNCH, CROSS OF IRON, STRAW DOGS and GETAWAY, all of Peckinpah’s works far above this one that have become classics.

Robert Duvall and James Caan are members of a spy agency that specializes in killing. Their bosses entrust them with attacks to demobilize terrorist groups, dangerous bandits, protect witnesses and other violent jobs.

One day, George Hansen (Duvall) unexpectedly kills the witness they had the mission to protect and shoots two shots that incapacitate his friend Mike Loken (Caan). Considered retired, he never gives up on returning to work, using metallic prostheses that reduce his disability.

The opportunity arises when Hansen reappears working for a group of Chinese who want to kill an important adversary to the US government. Cap Collis (Arthur Hill always seeming to play the same role) calls Mike and entrusts him with leadership of the group. Mike enlists two wacky partners: the violent and uncontrollable Jerome Miller (Bo Hopkins, an action star project that fell by the wayside) and Mac (Burt Young, who would later succeed as  Rocky Balboa’s brother-in-law).

A separate chapter is Hollywood’s fascination with the ninja figure. At the time, the height of king fu movies, the ninja invaded Hollywood productions. Remember 007 YOU ONLY LIVE TWICE? Here in THE KILLER ELITE, for no reason there is an army of ninjas that Chan and his friends kill like flies.

The few production resources are very evident. The tricks are all kind of gimmicky. The weakness of the script accentuates the shortcomings of the production, shot in San Francisco.

Today THE KILLER ELITE stands as a minor film in the career of a master. Nothing more than this.

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