UMA MULHER NO LIMITE: Outro Capítulo da Vingança das Mulheres

Os filmes sobre mulheres que reagem a anos de opressão e dominação masculina vem ganhando mais e mais espaço nas telas e nos serviços de streaming. VALENTE(THE ONE), com Jodie Foster, O PESO DO PESADELO (DESTROYER), com Nicole Kidman, A VIGILANTE, com Olivia Wilde e BELA VINGANÇA (PROMISING YOUNG WOMAN), com Carey Mulligan são exemplos razoavelmente recentes de uma tendência: elas estão reagindo à violência com que são tratadas.

Ontem vi no app do FILM MOVEMENT, a produção franco-belgo-britânica A GOOD WOMAN IS HARD TO FIND, dirigida pelo cineasta sul-africano (com cidadania inglesa) Abner Pastoll. O filme mostra a história de Sarah, uma viúva da Irlanda, com um casal de filhos pequenos que ainda está tentando se reerguer do assassinato de seu marido. Um dia, em uma briga entre traficantes, um deles invade a casa dela, colocando em alto risco Sarah e seus filhos.

O filme – que teria sido rodado em apenas 16 dias – é um impressionante “tour de force” da atriz irlandesa Sarah Bolger. Embora Sarah tenha se destacado em THE TUDORS, ONCE UPON A TIME e INTO THE BADLANDS, nada fazia crer que ela tivesse a possibilidade de interpretar uma personagem tão complexa, estando em cena mais de noventa por cento do tempo de duração do filme.

Sarah é frágil, solitária, carente. Mas ao mesmo tempo, é forte, protetiva, determinada. Em um certo ponto do filme, vira uma vigilante. Toda violência psicológica que sofreu não ficará impune. Do gerente do supermercado que a assedia, ao traficante invasor, à polícia inerte, até o barão do tráfico da região (responsável pela morte do marido dela) todos vão conhecer a nova Sarah.

O filme de Pastoll consegue ser terno e violento. Aliás, quando a guerra começa, a violência é demasiada. O grafismo das cenas tangencia o non sense do cinema de Tarantino.

Gostei muito de ver o filme A GOOD WOMAN IS HARD TO FIND. O filme em que o vibrador virou uma arma mortal. As mulheres não são (ou estão) mais passivas. E isto é muito positivo.

Films about women who react to years of oppression and male domination are gaining more and more space on screens and on streaming services. THE ONE with Jodie Foster, DESTROYER with Nicole Kidman, THE VIGILANT with Olivia Wilde and PROMISING YOUNG WOMAN with Carey Mulligan are fairly recent examples of a trend: they’re reacting to the violence with which they are treated.

Yesterday I saw on the FILM MOVEMENT app, the Franco-Belgian-British production A GOOD WOMAN IS HARD TO FIND, directed by the South African filmmaker (with English citizenship) Abner Pastoll. The film tells the story of Sarah, a widow from Ireland, with a couple of young children who are still trying to recover from the murder of her husband. One day, in a fight between drug dealers, one of them breaks into her house, putting Sarah and her children at high risk.

The film – which would have been shot in just 16 days – is an impressive tour de force by Irish actress Sarah Bolger. Although Sarah excelled in THE TUDORS, ONCE UPON A TIME and INTO THE BADLANDS, there was nothing to believe that she had the possibility to play such a complex character, being in the scene for more than ninety percent of the duration of the film.

Sarah is fragile, lonely, needy. But at the same time, she is strong, protective, determined. At one point in the film, she becomes a vigilante. All the psychological violence she suffered will not go unpunished. From the supermarket manager who harasses her, to the invading drug dealer, to the inert police, to the local drug lord (responsible for her husband’s death) everyone will meet the new Sarah.

Pastoll’s film manages to be both tender and violent. In fact, when the war starts, the violence is too much. The graphics of the scenes touch the nonsense of Tarantino’s cinema.

I really enjoyed watching the movie A GOOD WOMAN IS HARD TO FIND. The movie where the vibrator turned into a deadly weapon. Women are not passive anymore. And this is very positive.

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