A primeira vez que ouvi falar de Jim McBride foi quando o ICBNA trouxe a Porto Alegre, nos anos 80,m um professor de cinema de Columbia para mostrar filmes independentes americanos. Entre os filmes apresentados, um nos fascinou muito: BREATHLESS, a homenagem ao clássico ACOSSADO de Godard, feita por Jim McBride, com Richard Gere, uma deslumbrante Valerie Kaprisky e a música anárquica e genial do killer Jerry Lee Lewis. Já vi BREATHLESS (aqui A FORÇA DE UM AMOR, arghhh) dezenas de vezes. Sempre me impressiona pela criatividade e riqueza de detalhes.
ACERTO DE CONTAS foi um filme que Jim McBride fez em 1986, três anos depois de BREATHLESS.
Anne Osborne, uma jovem Promotora de Justiça (Ellen Barkin) resolve ir a fundo na corrupção policial de New Orleans, uma cidade em que, de acordo com filme, tudo é mais relaxado e menos sério. Ela logo se depara com o jovem Detetive Remy McSwain (Dennis Quaid em início de carreira), um policial que leva o trabalho a sério, mas convive com “pequenas” transgressões como jantar de graça nos restaurantes da moda e receber sua parte do “Fundo das Viúvas e Órfãos de Policiais”. uma caixinha para onde vão os “subornos” recebidos em troca de proteção.
O envolvimento de Anne e Remy vai balançar o mundo dos dois fortemente. Juntos eles vão encarar o New Orleans way of life.
Ned Beatty e John Goodman são os coadjuvantes.
Revisto hoje, 36 anos após, ACERTO DE CONTAS tem coisas bem superficiais. A personagem da Promotora é sempre vista como frágil e atrapalhada. A loira gostosa que se assusta facilmente e grita e tropeça o tempo todo. Grave erro. É ela que provoca Remy a enfrentar a situação.
Há muitas cenas em tom quase cômico. Não cabia no contexto dramático do filme.
Igual foi bom rever. Até para deixar claro que BREATHLESS é, de longe, o melhor Jim McBride.
The first time I heard about Jim McBride was when ICBNA brought a Columbia film professor to Porto Alegre in the 1980s to show American independent films. Among the films presented, one fascinated us a lot: BREATHLESS, the homage to the classic by Godard, made by Jim McBride, with Richard Gere, a stunning Valerie Kaprisky and the anarchic and ingenious music of the killer Jerry Lee Lewis. I’ve seen BREATHLESS dozens of times. It always impresses me with its creativity and richness of details.
THE BIG EASY was a film that Jim McBride made in 1986, three years after BREATHLESS.
Anne Osborne, a young prosecutor (Ellen Barkin) decides to go deeper into the police corruption of New Orleans, a city where, according to the film, everything is more relaxed and less serious. She soon comes across young Detective Remy McSwain (Dennis Quaid at the beginning of his career), a police officer who takes his job seriously, but lives with “small” transgressions like free dinner at trendy restaurants and receiving his share of the “Fund of Police Widows and Orphans”. a box where the “bribes” received in exchange for protection go.
Anne and Remy’s involvement will rock their world strongly. Together they will face the New Orleans way of life.
Ned Beatty and John Goodman are supporting characters.
Revised today, 36 years later, THE BIG EASY has some pretty superficial stuff. The Prosecutor’s character is always seen as fragile and clumsy. The hot blonde who gets scared easily and screams and trips all the time. Serious error. She is the one who provokes Remy to face the situation.
There are many scenes in an almost comical tone. It didn’t fit into the dramatic context of the film.
Although, it was good to see you again. Even to make it clear that BREATHLESS is by far the best Jim McBride.