O MATADOR: Um Western Clássico Incrível

Ontem tive um almoço encantador. Depois de mais de três anos, encontrei para uma prosa variada meu amigo Zé Pedro Goulart. Cineasta de imenso talento, pessoa de rara inteligência e empresário ousado (a Rádio Mínima on line é um oásis de conteúdos diferenciados), o Zé Pedro é, há décadas, meu amigo, cliente, nemesis futebolístico, ídolo e muitos outros atributos.

Como sempre, falar com o Zé Pedro é um exercício estimulante. Do pedido do prato às suas frases sobre o amado Grêmio dele tudo é muito inteligente.

No meio de nossa conversa, veio à tona o filme clássico O MATADOR (THE GUNFIGHTER), que o cineasta americano Henry King fez em 1950.

à noite, fui atrás para rever o filme.

Gregory Peck vive Jimmy Ringo, o gatilho mais rápido do oeste. Genial a ideia de King de não mostrar Ringo sacando a arma. Ele saca tão rápido que a câmera não consegue filmar.

Ringo, desejando deixar a vida de pistoleiro, chega à cidade onde vivem incógnitos, Peggy Walsh (Helen Westcott), o amor de sua vida e o menino Jimmy Walsh (B.G.Morgan) , o filho que Ringo não vê há oito anos.

Na pequena cidade, Ringo encontra conhecidos de seu passado: o barman Mac (Karl Malden, brilhante), a cantora Molly (Jean Parker), o Xerife Mark Strett (Millard Mitchell). Mas também vai encontrar o que mais lhe persegue e atormenta: pistoleiros mais ou menos jovens que buscam fama querendo ser a pessoa que matou Jimmy Ringo.

A estrutura do filme é nada menos que brilhante. O trabalho de montagem, de Barbara McLean e a fotografia (em preto e branco) de Arthur C. Miller são antológicos. O cartaz do filme tem dois slogans maravilhosos: “Seus únicos amigos eram suas armas” e “seu único refúgio era no coração de uma mulher.” Clássico.

Sempre achei fascinante esta maldição que segue os grandes personagens de pistoleiros do oeste americano (SHANE, de George Stevens é um dos maiores), ter que todo dia enfrentar duelos intermináveis com aspirantes à fama. O talento único de ser um pistoleiro imbatível é também sua desgraça. Algo meio na linha da imortalidade para o vampiro de Bram Stoker.

O western é um gênero cinematográfico que gerou inúmeros clássicos. Rever um destes filmes é sempre um delírio para o cinéfilo. Incrível como violência e valores humanos convivem em harmonia nos grandes westerns.

Rever O MATADOR foi o fecho de ouro tardio de uma conversa instigante. Obrigado, Zé Pedro.

I had a lovely lunch yesterday. After more than three years, I found my friend Zé Pedro Goulart for a variety of prose. A filmmaker of immense talent, a person of rare intelligence and a daring entrepreneur (Rádio Mínima online is an oasis of differentiated content), Zé Pedro has been, for decades, my friend, client, soccer nemesis, idol and many other attributes.

As always, talking to Zé Pedro is a stimulating exercise. From the order of the dish to his phrases about his beloved Grêmio, everything is very intelligent.

In the middle of our conversation, the classic film THE GUNFIGHTER, which American filmmaker Henry King made in 1950, came up.

In the evening, I went back to review the film.

Gregory Peck plays Jimmy Ringo, the fastest trigger in the west. King’s idea of ​​not showing Ringo pulling out his gun is brilliant. He pulls out so fast the camera can’t film.

Ringo, wanting to leave his life as a gunslinger, arrives in the city where Peggy Walsh (Helen Westcott), the love of his life, and the boy Jimmy Walsh (B.G.Morgan), the son that Ringo has not seen in eight years, live incognito. .

In the small town, Ringo meets acquaintances from his past: bartender Mac (Karl Malden, brilliant), singer Molly (Jean Parker), Sheriff Mark Strett (Millard Mitchell). But he will also find what haunts and torments him the most: more or less young gunslingers who seek fame wanting to be the person who killed Jimmy Ringo.

The structure of the film is nothing short of brilliant. The editing work by Barbara McLean and the photography (in black and white) by Arthur C. Miller are anthological. The movie poster has two wonderful slogans: “His only friends were his guns” and “His only refuge was in a woman’s heart.” Classic.

I’ve always found fascinating this curse that follows the great gunslinger characters of the American West (George StevensSHANE is one of the greatest), having to face endless duels every day with would-be famers. The unique talent of being an unbeatable gunslinger is also its downfall. Something along the lines of immortality for Bram Stoker‘s Dracula.

The western is a film genre that gave us countless classics. Reviewing one of these films is always a delight for the cinephile. Amazing how violence and human values ​​coexist in harmony in the great westerns.

Review THE GUNFIGHTER was the late golden close of a thought-provoking conversation. Thank you, Zé Pedro.

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