AS ILUMINADAS: Apple TV+ Lança Série Original Poderosa Sobre Feminicídio

Entre os estúdios produtores de séries originais (que hoje são numerosos) tenho notado que as produções da Apple TV+ estão um degrau acima das demais. THE MORNING SHOW, DEFENDING JACOB, SUSPICION, TED LASSO, SLOW HORSES, só para citar alguns títulos.

Neste final de semana estreou SHINING GIRLS (AS ILUMINADAS), um thriller em oito capítulos estrelado pela incrível Elizabeth Moss, a justamente laureada atriz de O CONTO DA AIA.

Moss vive Kirby, uma jovem de Chicago que foi sexualmente atacada por um maníaco anos atrás. Harper (espetacular personagem de Jamie Bell, assustador como psicopata assassino) usa uma faca para atacar mulheres, lhes fazer uma cicatriz em forma de cruz e deixar pequenos objetos dentro das vítimas. O mundo de Kirby virou do avesso. Ela teve um surto nervoso e ficou internada algum tempo. Agora, aparentemente recuperada,

Kirby se alia a Dan, um jornalista investigativo (o brasileiro Wagner Moura outra vez impecável) que atravessa uma crise de imagem por se indispor com autoridades, chefias e colegas, para provar que estão diante de um serial killer de mulheres que já fez dezenas de vítimas.

Uma trama poderosa, interpretada por atores excepcionais e dirigida (e roteirizada) por mulheres muito competentes e que sabem do que estão tratando. O livro de Lauren Beukes é um extraordinário ponto de partida. A série ainda tem um cast incrível como coadjuvantes: Amy Brenneman, Phillipa Soo (HAMILTON) e Chris Chalk. Entre os produtores um tal Leonardo di Caprio. Chega?

O processo investigativo é longo e doloroso. A credibilidade de Kirby é posta a prova muitas vezes. Ela sai do ar e não sabe onde está, quem é quem e o que fizeram. Para superar isto, anota em um diário os nomes e falas que teve com cada personagem. As coisas que um trauma faz com a mente das pessoas.

As interpretações do trio central são muito acima da média. Claro que a luz maior fica sobre Kirby. Pelos três primeiros capítulos já disponibilizados, ouso dizer que ela vai ganhar mais um batalhão de prêmios para Elizabeth Moss. Raras vezes se viu um mulher vítima de violência, tão cuidadosamente construída por uma atriz de talento superior. Kirby nos desperta solidariedade, admiração e respeito.

Há muita coisa deste tema que já apareceu em outros filmes e séries. É exasperante, por exemplo a dúvida das autoridades sobre as mulheres vítimas de violência sexual. Até as perguntas e os exames são frios e sem qualquer empatia. SHINING GIRLS construiu uma cena antológica quando Dan leva Kirby para ser examinada pelo legista da Polícia. Nada menos que brilhante.

A série já apresentou tantas (e tamanhas) qualidades neste três primeiros episódios que estou com um sentimento ambivalente. Não queria que a história de Kirby e Dan caçando Harper terminasse. Mas, ao mesmo tempo, receio, o que vá ocupar mais cinco episódios. Será que SHINING GIRLS consegue manter este altíssimo nível?

Tomara que sim. Entrará para a história das melhores.

Among the studios that are producing original series (which today are numerous) I’ve noticed that Apple TV+ is a step above the rest. THE MORNING SHOW, DEFENDING JACOB, SUSPICION, TED LASSO, SLOW HORSES, just to name a few titles are memorable ones.

This weekend premiered SHINING GIRLS, an eight-part thriller starring the incredible Elizabeth Moss, the justly laureate actress of THE HANDMAID’S TALE.

Moss plays Kirby, a young woman from Chicago who was sexually assaulted by a maniac years ago. Harper (Jamie Bell‘s spectacular character, terrifying as a murderous psychopath) uses a knife to attack women, scar them in the shape of a cross and leave small objects inside the victims. Kirby’s world turned upside down. She had a nervous breakdown and was hospitalized for some time. Now, apparently recovered,

Kirby allies himself with Dan, an investigative journalist (the Brazilian Wagner Moura again impeccable) who is going through an image crisis for being indisposed with authorities, bosses and colleagues, to prove that they are facing a serial killer of women who already made dozens of victims.

A powerful plot, played by exceptional actors and directed (and scripted) by very competent women who know what they are talking about. Lauren Beukes‘ book is an extraordinary starting point. The series still has an incredible cast as supporting actors: Amy Brenneman, Phillipa Soo (HAMILTON) and Chris Chalk. Among the producers was one Leonardo di Caprio. Is it sufficient?

The investigative process is long and painful. Kirby’s credibility is put to the test many times. She goes off the air and doesn’t know where she is, who’s who and what they’ve done. To overcome this, she writes down in a journal the names and lines she had with each character. The things trauma does to people’s minds.

The central trio’s interpretations are far above average. Of course, the biggest light is on Kirby. From the first three chapters already available, I dare say that there will be another battalion of awards for Elizabeth Moss. Rarely have you seen a woman victim of violence, so carefully constructed by an actress of superior talent. Kirby awakens solidarity, admiration and respect in us.

There is a lot of this theme that has appeared in other movies and series. It is exasperating, for example, the doubt of the authorities about women victims of sexual violence. Even the questions and exams are cold and lacking in empathy. SHINING GIRLS builds an anthology scene when Dan takes Kirby to be examined by the Police Coroner. Nothing short of brilliant.

The series has already presented so many qualities in this first three episodes that I have an ambivalent feeling. I don’t want the story of Kirby and Dan hunting Harper to end. But at the same time, I’m afraid, which will take up another five episodes. Can SHINING GIRLS maintain this very high level?

I hope so. It will go in the history of the best.

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