THE STAIRCASE: A Rara Oportunidade de Comparar Documentário x Ficção

Um dos sucessos atuais da HBO MAX, a série A ESCADA, estrelada por Colin Firth e Toni Collettte, nos oportuniza a rara chance de comparar a história real com a ficção baseada nela. É que na NETFLIX, ainda está disponível a série documental THE STAIRCASE, feita exatamente sobre o mesmo fato: a acusação ao escritor Michael Peterson de ter matado sua mulher Karen.

O rumoroso caso – ocorrido na seleta Flushing Meadows novaiorquina – tomou a mídia americana por 16 anos, entre investigação, julgamento, condenação, apelação, novo julgamento e desfecho do caso.

Ver os personagens reais, enquanto se está acompanhando a série de ficção, é muito interessante. Uma experiência rara.

Curiosamente, uma das conclusões é que a série da HBO tem passagens que conseguem ser mais cruas e chocantes que o próprio documentário: a cena da autópsia por exemplo. O grau de crueza da série cria uma cena assustadora. Muito mais que as referências indiretas do documentário.

Um ponto em comum: como as aventuras bissexuais do acusado tomaram tempo das investigações e do julgamento. Mais uma vez se comprova como o tema sexualidade cria mitos e faz aflorar preconceitos na mente humana, mesmo nas sociedades e grupos mais desenvolvidos.

Para quem gosta do gênero documentário, esta oportunidade de ver as duas séries lado a lado é, repita-se altamente recompensador.

Vida real e ficção, ao menos neste caso, não estão tão distantes assim.

One of HBO MAX’s current hits, the series THE STAIRCASE, starring Colin Firth and Toni Collettte, gives us the rare chance to compare real history with the fiction based on it. It’s just that on NETFLIX, the documentary series THE STAIRCASE is still available, made about exactly the same fact: the accusation against writer Michael Peterson of having killed his wife Karen.

The rumored case – which took place in the select Flushing Meadows in New York – took the American media for 16 years, between investigation, trial, conviction, appeal, retrial and outcome of the case.

Seeing the real characters, while following the fictional series, is very interesting. A rare experience.

Curiously, one of the conclusions is that the HBO series has passages that manage to be more raw and shocking than the documentary itself: the autopsy scene, for example. The degree of rawness of the series creates a frightening scene. Much more than the indirect references of the documentary.

One common thread: how the accused’s bisexual adventures took time from the investigation and trial. Once again, it is proven how the theme of sexuality creates myths and brings out prejudices in the human mind, even in the most developed societies and groups.

For those who enjoy the documentary genre, this opportunity to see the two series side by side is, again, highly rewarding.

Real life and fiction, at least in this case, are not that far apart.

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