OBI-WAN KENOBI: A Solidão de um Jedi é Maior que o Deserto de Tatooine

O Disney+ e a LUCASFILM colocaram os dois primeiros episódios da série OBI-WAN KENOBI em streaming, nesta última sexta-feira.

Desde 1977, o personagem de Obi-Wan Kenobi participa de minha memória afetiva como o mestre dos cavaleiros Jedi que introduziu o conceito da Força que mantém o Universo. Alec Guinness foi magnífico interpretando aquela figura poderosa que a gente ficou conhecendo como um velho eremita no deserto de Tatooine.

Nos filmes da segunda trilogia, Obi-Wan Kenobi ressurgiu, aí já na interpretação do ator escocês Ewan McGregor, a face do Mestre Jedi nesta nova série da Lucasfilm.

O que esperar da série que se propõe a mostrar como viveu Obi-Wan naqueles anos em que se isolou no deserto de Tatooine?

Entre tantas coisas que acho fascinantes nestes spin offs e séries do Universo STAR WARS, confesso que o desafio dos roteiristas em inserir as novas histórias e seus milhares de detalhes em um quadro coerente com os filmes já apresentados antes. ROGUE ONE, por exemplo, foi primoroso neste cuidado.

Para minha surpresa, OBI-WAN KENOBI já inicia com uma caçada dos aliados do Império atrás do mestre Jedi mais famoso. Nesta busca, a menina Leia Organa (Vivian Lyan Blair) é sequestrada e seu padrasto Bail Organa (Jimmy Smits) implora que Obi-Wan deixe seu refúgio para ir atrás da pequena princesa.

Há muitas analogias e metáforas nesta busca que Obi-Wan Kenobi vai se empenhar atra’s da menina raptada. Alguém lembrou do argumento do mega clássico THE SEARCHERS, de John Ford? A vida de Obi-Wan em Tatooine sempre teve forte inspiração nos westerns clássicos do cinema. Este elemento volta a aparecer por aqui.

O Universo Star Wars é fascinante demais. quanto mais fantástico e ficcional ele fica (com planetas, tipos, lugares e bichos fruto da imaginação incrível dos roteiristas e cenógrafos), mais próximo dos problemas e das fraquezas humanas as histórias se tornam.

Vi numa sentada os dois primeiros capítulos. Devo ter sido fisgado pela série já nos créditos iniciais. Obi-Wan, os Cavaleiros Jedi, Darth Vader, a luta dos rebeldes contra o Império, os andróides (“Você trata bem um andróide?” diz o arrogante primo de Leia) são elementos cinematográficos muito próximos de toda minha paixão pelo cinema, desde 1977.

A Galáxia far far away está cada vez mais próxima de mim.

Disney+ and LUCASFILM streamed the first two episodes of the OBI-WAN KENOBI series this past Friday.

Since 1977, the character of Obi-Wan Kenobi has been part of my fond memory as the master of Jedi Knights who introduced the concept of the Force that maintains the Universe. Alec Guinness was magnificent playing that powerful figure we got to know as an old hermit in the Tatooine desert.

In the films of the second trilogy, Obi-Wan Kenobi resurfaced, already in the interpretation of the Scottish actor Ewan McGregor, the face of the Jedi Master in this new series from Lucasfilm.

What to expect from the series that aims to show how Obi-Wan lived in those years when he was isolated in the Tatooine desert?

Among so many things that I find fascinating in these spin offs and series from the STAR WARS Universe, I confess that the writers’ challenge is to insert the new stories and their thousands of details in a coherent framework with the films already presented before. ROGUE ONE, for example, was exquisite in this care.

To my surprise, OBI-WAN KENOBI already begins with a hunt by the Empire’s allies after the most famous Jedi Master. In this quest, little girl Leia Organa (Vivian Lyan Blair) is kidnapped and her stepfather Bail Organa (Jimmy Smits) begs Obi-Wan to leave his refuge to go after the little princess.

There are many analogies and metaphors in this quest that Obi-Wan Kenobi will undertake for the kidnapped girl. Did anyone remember the argument of the mega classic THE SEARCHERS, by John Ford? Obi-Wan’s life on Tatooine has always been heavily inspired by classic movie westerns. This element appears here.

The Star Wars Universe is too fascinating. The more fantastical and fictional it gets (with planets, types, places and animals born out of the incredible imagination of the writers and set designers), the closer the stories become to human problems and our weaknesses.

I watched the first two chapters in one sitting. I must have been hooked by the series in the opening credits. Obi-Wan, the Jedi Knights, Darth Vader, the Dark side, the rebels’ fight against the Empire, androids (“Do you treat an android well?” says Leia’s arrogant cousin) are cinematic elements very close to all my passion for cinema, since 1977.

The galaxy far far away is getting closer and closer to me.

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