HOMICÍDIO: Um David Mamet que Era Inédito Para Mim

David Mamet é um escritor, responsável por alguns dos melhores roteiros da história do cinema. São da escrita dele OS INTOCÁVEIS, MERA COINCIDÊNCIA, O VEREDITO e O DESTINO BATE À SUA PORTA, apenas para citar quatro exemplares maravilhosos.

Como diretor, ele também levou às telas histórias criadas por ele. HOUSE OF GAMES (1987) é o melhor exemplo. Mas tem O PRISIONEIRO ESPANHOL e OLEANNA.

Ontem, zapeando pelos streamings, me deparei com um thriller (na TUBI TV) intitulado HOMICÍDIO (HOMICIDE), de 1991, escrito e dirigido por David Mamet e estrelado por seu ator preferido Joe Mantegna e William H, Macy,

Este talentoso trio me fez parar na hora e ver todo filme.

Trata-se de um policial dark em que dois detetives envolvidos em uma grande caçada a uma rede de traficantes de drogas (na qual estavam batendo de frente com o FBI) são desviados do caso porque a caminho de efetuar a prisão um deles se depara com o assassinato de uma senhora judia em uma pequena venda local.

O que parecia um caso simples de assassinato por dinheiro termina envolvendo o detetive com organizações neonazistas, aparatos de espionagem sionista, racismo, paranóia, terrorismo, uma realidade para ele desconhecida.

Há cenas brilhantes – como sempre – no roteiro de Mamet. Apenas para citar um exemplo, em determinado momento o Detetive Bobby Gold (Joe Mantegna incrível) vai atender um telefonema na biblioteca do apartamento de um médico judeu muito rico. Mesmo sendo ele judeu, Bobby destila para o colega ao telefone toda sua raiva por este caso tê-lo afastado da caça ao traficante. No final da ligação, quando ele desliga, vê que a neta do médico estava sentada no sofá e ouviu todas as menções ofensivas que ele disse. O constrangimento do personagem dá para sentir cem por cento.

Como todo filme de Mamet, HOMICIDE tem uma trama complexa e densa. Cada diálogo traz uma peça do quebra cabeça que é a história do caso. Mas mergulhar no universo Mametiano é uma delícia.

Não sei porque eu não tinha visto HOMICIDE. É outro belo filme de David Mamet.

David Mamet is a writer, responsible for some of the best scripts in the history of cinema. His writings are THE UNTOUCHABLES, WAG THE DOG, THE VERDICT and THE POSTMAN ALWAYS RINGS TWICE, just to name four wonderful examples.

As a director, he also brought stories he created to the screen. HOUSE OF GAMES (1987) is the best example. But there’s THE SPANISH PRISONER and OLEANNA.

Yesterday, browsing through the streams, I came across a thriller (on TUBI TV) titled HOMICIDE, from 1991, written and directed by David Mamet and starring his favorite actor Joe Mantegna and William H, Macy,

This talented trio made me stop right away and watch the movie.

It’s about a dark story in which two detectives involved in a big hunt for a drug dealer ring (in which they were clashing with the FBI) ​​are diverted from the case because on the way to make the arrest one of them comes across with the murder of a Jewish lady at a small local grocery store.

What seemed like a simple case of murder for money ends up involving the detective with neo-Nazi organizations, Zionist spying apparatus, racism, paranoia, terrorism, a reality unknown to him.

There are brilliant scenes – as always – in Mamet’s script. Just to cite one example, at one point Detective Bobby Gold (amazing Joe Mantegna) will answer a phone call in the library of a very wealthy Jewish doctor’s apartment. Even though he is Jewish, Bobby vents all his anger to his colleague on the phone that this case has kept him from hunting the drug dealer. At the end of the call, when he hangs up, he sees that the doctor’s granddaughter (Rebecca Pidgeon) was sitting on the couch and heard all the offensive mentions he said. The character’s embarrassment can be felt one hundred percent.

Like every Mamet movie, HOMICIDE has a complex and dense plot. Each dialogue brings a piece of the puzzle that is the story of the case. But diving into the Mametiano universe is a delight.

I don’t know why I hadn’t seen HOMICIDE. It’s another beautiful film by David Mamet.

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