MARCHA OU MORRE: Colonialismo, Arqueologia, Legião Estrangeira, Paixões e Morte no Deserto do Marrocos

Vi MARCHA OU MORRE, no Cine Victória (Avenida Borges de Medeiros esquina com Rua Andrade Neves) lá pelos idos de 1977. O trailer do filme tinha sido exibido por bastante tempo na tela do próprio Cine Victória.

O tema da Legião Estrangeira certamente foi uma das coisas que me atraiu. Há muitos filmes sobre aqueles militares franceses que defendiam fortes não muito resistentes perante ataques massivos de hordas árabes inconformadas com o colonialismo europeu. O filme clássico é BEAU GESTE, um hit dos anos 30 estrelado por Gary Cooper, Ray Milland e Robert Preston. Houve também uma memorável sátira estrelada e dirigida por Marty Feldman (o eterno Aiegor, de O JOVEM FRANKENSTEIN), intitulada A MAIS LOUCA DE TODAS AS AVENTURAS DE BEAU GESTE.

MARCHA OU MORRE conta a história de um destacamento da Legião Estrangeira que é obrigado a retornar ao Marrocos para proteger uma expedição arqueológica em busca de relíquias ancestrais enterradas numa tumba no deserto.

O elenco do filme era bem variado. Gene Hackman, vindo do merecido Oscar de Melhor Ator por OPERAÇÃO FRANÇA vivia o arrogante e empertigado Major William Sherman Forster. Max von Sydow, sempre bergmaninao, era o chefe da expedição arqueológica, François Marneau. Catherine Deneuve (belíssima como sempre) era Simone Picard a filha de um explorador perdido no deserto. E Terence Hill (ele mesmo, o Trinity dos faroestes cômicos) era o indisciplinado Marco Segrain. ainda tinha o líder dos marroquinos, El Krim, interpretado por Ian Holm.

O diretor Dick Richards fez pouquíssimos filmes. Mas deixou um clássico: O ÚLTIMO DOS VALENTÕES, um Philip Marlowe excepcional, estrelado por Robert Mitchum e Charlotte Rampling.

MARCH OR DIE é bastante crítico sobre a Legião Estrangeira. Valoriza a coragem dos soldados mas acentua o fato deles estarem fora do lugar em terras estrangeiras, mantendo um colonialismo sem sentido à aquela altura da história.

Revi MARCH OR DIE ontem. Parece que eu estava outra vez no Cine Victória. Há certos filmes que tem o talento para nos fazer viajar no tempo.

I saw MARCH OR DIE, at Cine Victória (Avenida Borges de Medeiros and Rua Andrade Neves) back in 1977. The trailer for the film had been shown for a long time on the screen of Cine Victória itself.

The Foreign Legion theme was certainly one of the things that attracted me. There are many films about those French soldiers who defended forts that were not very resistant in the face of massive attacks by Arab hordes who did not accept European colonialism. The classic film is BEAU GESTE, a 1930s hit starring Gary Cooper, Ray Milland and Robert Preston. There was also a memorable satire starring and directed by Marty Feldman (the eternal Aiegor, from THE YOUNG FRANKENSTEIN), entitled THE BEST REMAKE OF BEAU GESTE.

MARCH OR DIE tells the story of a Foreign Legion detachment that is forced to return to Morocco to protect an archaeological expedition in search of ancestral relics buried in a desert tomb.

The cast of the film was very varied. Gene Hackman, coming from the well-deserved Oscar for Best Actor for THE FRENCH CONNECTION, lived the arrogant and strutting Major William Sherman Forster. Max von Sydow, always Bergmanian, was the head of the archaeological expedition, François Marneau. Catherine Deneuve (beautiful as ever) was Simone Picard, the daughter of an explorer lost in the desert. And Terence Hill (himself, the Trinity of comic Westerns) was the unruly Marco Segrain. There was still the leader of the Moroccans, El Krim, played by Ian Holm.

Director Dick Richards has made very few films. But he left a classic: FAREWELL, MY LOVE, an exceptional Philip Marlowe, starring Robert Mitchum and Charlotte Rampling.

MARCH OR DIE is quite critical of the Foreign Legion. It values ​​the courage of soldiers but emphasizes the fact that they were out of place in foreign lands, maintaining a meaningless colonialism at that point in history.

I reviewed MARCH OR DIE yesterday. It seems that I was at Cine Victória again. There are certain movies that have the talent to make us travel back in time.

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