MAIGRET: Por Todas as Louises de Paris

Vi o novíssimo MAIGRET, de Patrice Leconte, uma nova adaptação cinematográfica de um livro do escritor Georges Simenon, neste caso, “Maigret et la Jeune Morte”.

Gerard Depardieu (no seu melhor trabalho em muitos anos) encarna o Comissário de Polícia Jules Maigret e tem que desvendar o caso da jovem Louise Louvière, encontrada morta numa ruela de Paris, sem lenço e sem documento.

O caminho da investigação de Maigret é o que fez da criação de Simenon, um personagem imortal. Maigret vai tateando as pistas e conversando com pessoas que tiveram contato com a jovem Louise, desde que chegou a Paris, de trem, vinda do interior, uma jovem pobre que via na cidade Luz a chance de ter uma vida melhor.

Além do trabalho excepcional de Depardieu (Leconte é mestre em usar a figura redonda de Depardieu para cenas expressivas do Comissário), o elenco tem Jady Labeste, Mélanie Bernier, Aurore Clement, Hervé Pierre, Elizabeth Bourgine, Pierre Moure e Clara antoons (como Louise).

Patrice Leconte é um dos melhores cineastas franceses atuais. No seu currículo de 43 filmes dirigidos estão pequenas jóias filmadas, como O MARIDO DA CABELEIREIRA, CONFIDÊNCIAS MUITO ÍNTIMAS (meu favorito) e A GAROTA NA PONTE. O cinema de Leconte é pessoal, profundo e emotivo.

Harry Baur, Charles Laughton e Jean Gabin viveram Maigret nas telas. Recentemente a ITV fez uma série com o cômico inglês Rowan Atkinson vivendo Maigret. Era bem interessante. Claro que os 75 livros que Simenon fez com histórias do Comissário Maigret sempre foram, são e serão um terreno fértil para o cinema.

Gostei muito deste MAIGRET de Gerard Depardieu e Leconte. Acho que o filme tem uma narrativa que mescla, na medida ideal, a investigação policial com o drama das meninas pobres chegando a Paris cheias de sonhos e ilusões, que terminam nas ruas sem comida ou trabalho.

Louise Louvière e seu destino trágico estão longe de serem algo isolado na Cidade Luz.

I saw the brand new MAIGRET, by Patrice Leconte, a new film adaptation of a book by the writer Georges Simenon, in this case, “Maigret et la Jeune Morte”.

Gerard Depardieu (in his best work in many years) plays Police Commissioner Jules Maigret and has to unravel the case of young Louise Louvière, found dead in an alley in Paris, without a handkerchief and without a document.

The path of Maigret’s investigation is what made Simenon’s creation an immortal character. Maigret is groping for clues and talking to people who had contact with the young Louise, since she arrived in Paris, by train, from the countryside, a poor young woman who saw in the city the chance to have a better life.

In addition to Depardieu’s exceptional work (Leconte is a master at using Depardieu’s round figure for expressive scenes of the Commissioner), the cast includes Jady Labeste, Mélanie Bernier, Aurore Clement, Hervé Pierre, Elizabeth Bourgine, Pierre Moure and Clara Antoons (as Louise ).

Patrice Leconte is one of the best French filmmakers today. In his curriculum of 43 films directed are small gems filmed, such as THE HAIRDRESSER’S HUSBAND, INTIMATE STRANGERS (my favorite) and THE GIRL ON THE BRIDGE. Leconte’s cinema is personal, deep and emotional.

Harry Baur, Charles Laughton and Jean Gabin played Maigret on screen. Recently, ITV did a series with the English comic Rowan Atkinson playing Maigret. It was very interesting. Of course, the 75 books that Simenon made with stories by Commissioner Maigret have always been, are and will be fertile ground for cinema.

I really enjoyed this MAIGRET by Gerard Depardieu and Leconte. I think the film has a narrative that ideally mixes the police investigation with the drama of poor girls arriving in Paris full of dreams and illusions, ending up on the streets without food or work.

Louise Louvière and her tragic fate are far from isolated in the City of Lights.

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