APOCALYPSE NOW: 43 Anos do Lançamento da Obra Prima de Francis Coppola (Mais uma)

Li que está fazendo 43 anos que o filme APOCALYPSE NOW foi lançado nos cinemas americanos, em 15 de agosto de 1979. No Brasil, como era comum na época, o filme foi lançado em 24 de dezembro de 1979.

A primeira vez que vi APOCALYPSE NOW foi no Cine Astor, uma sala gigante, com tela e som ótimos (para a época). Lembro de ter saído do cinema em estado de choque. Naquela noite, me parecia o filme que melhor representava a loucura da guerra entre todos os que já tinha visto.

Quarenta e três anos depois, tendo visto o filme múltiplas vezes (em suas várias versões) e tendo assistido o essencial documentário HEART OF DARKNESS: A FILMMAKER’S APOCALYPSE, de Eleanor Coppola, sigo com uma fortíssima impressão que o filme me causa a cada (re) visão.

Claro que hoje, coloco APOCALYPSE NOW no patamar de outras obras primas sobre a guerra, como GLÓRIA FEITA DE SANGUE e DOUTOR FANTÁSTICO, ambos de Stanley Kubrick, JOHNNY VAI À GUERRA, de Dalton Trumbo, M.A.S.H., de Robert Altman, O FRANCO ATIRADOR, de Michael Cimino, A LISTA DE SCHINDLER e O RESGATE DO SOLDADO RYAN, ambos de Steven Spielberg, A PONTE DO RIO KWAI, de David Lean, 1917, de Sam Mendes, A UM PASSO DA ETERNIDADE, de Fred Zinnemann.

Martin Sheen vive o Capitão Benjamin Willard, que recebe de seu comando a missão de capturar e prender o Coronel Walter Kurtz (Marlon Brando extraordinário), um militar da elite que enlouqueceu no Vietnam e se recusa a obedecer ordens.

Tudo no filme é perfeito. O roteiro de John Milius e do próprio Coppola, baseado no livro do escritor Joseph Conrad, tem uma multiplicidade de cenas, personagens e situações que se tornaram icônicas e eternas. A fotografia de Vittorio Storaro certamente figura entre as melhores da história do cinema. A rica trilha sonora de Carmine Coppola é antológica. O desenho de produção de Dean Tavoularis é extasiante.

O que se dizer de um elenco que, além de Sheen e Marlon Brando, tem Harrison Ford, Frederic Forrest, Robert Duvall (o inesquecível Tenente Coronel Bill Kilgore), Sam Bottoms, Laurence Fishburne, Dennis Hopper, Scott Glenn, Colleen Camp e Aurore Clement. nada menos que maravilhoso.

Jamais me esquecerei de um monólogo do Coronel Kurtz em que ele conta ao Capitão Willard o dia em que o exército americano vacinou os habitantes de uma aldeia vietcong e, pouco depois de deixarem o local, ouviram tiros e, ao retornar, descobriram que os vietcongs tinham decepado todos os braços vacinados de membros da aldeia. O rosto de Marlon Brando em meio à sombra, dizendo este monólogo é para mim, a mais perfeita representação da loucura das guerras.

APOCALYPSE NOW tem quatro versões: a versão lançada nos cinemas em 1979, uma versão de trabalho de 5 horas e meia, a versão REDUX de 2001 (feita pelo próprio Coppola) e a versão final de 2009.

Em qualquer versão, APOCALYPSE NOW é uma obra prima do cinema.

I read that it’s been 43 years since the movie APOCALYPSE NOW was released in American theaters, on August 15, 1979. In Brazil, as was common at the time, the film was released on December 24, 1979.

The first time I saw APOCALYPSE NOW was at Cine Astor, a giant room, with great screen and sound (for the time). I remember walking out of the cinema in a state of shock. That night, it seemed to me the film that best represented the madness of war of all I had ever seen.

Forty-three years later, having seen the film multiple times (in its various versions) and having watched Eleanor Coppola’s essential documentary HEART OF DARKNESS: A FILMMAKER’S APOCALYPSE, I still have a very strong impression that the film makes me every ) vision.

Of course, today, I place APOCALYPSE NOW on the same level as other masterpieces about war, such as PATHS OF GLORY and DOCTOR STRANGELOVE, both by Stanley Kubrick, JOHNNY GOT HIS GUN, by Dalton Trumbo, M.A.S.H., by Robert Altman, THE DEER HUNTER, by Michael Cimino, SCHINDLER’S LIST and SAVING PRIVATE RYAN, both by Steven Spielberg, THE BRIDGE ON THE KWAI RIVER, by David Lean, 1917, by Sam Mendes, FROM HERE TO ETERNITY, by Fred Zinnemann.

Martin Sheen plays Captain Benjamin Willard, who is tasked with capturing and arresting Colonel Walter Kurtz (Marlon Brando extraordinaire), an elite military man who has gone mad in Vietnam and refuses to obey orders.

Everything in the movie is perfect. The screenplay by John Milius and Coppola himself, based on the book by writer Joseph Conrad, has a multitude of scenes, characters and situations that have become iconic and eternal. Vittorio Storaro‘s photography certainly ranks among the best in cinema history. Carmine Coppola‘s rich soundtrack is anthological. Dean Tavoularis‘ production design is breathtaking.

What about a cast that, in addition to Sheen and Marlon Brando, has Harrison Ford, Frederic Forrest, Robert Duvall (the unforgettable Lieutenant Colonel Bill Kilgore), Sam Bottoms, Laurence Fishburne, Dennis Hopper, Scott Glenn, Colleen Camp and Aurore Clement. Nothing short of wonderful.

I will never forget a monologue by Colonel Kurtz in which he tells Captain Willard of the day the American army vaccinated the inhabitants of a Vietcong village and, shortly after leaving the place, they heard gunshots and, upon returning, discovered that the Vietcong they had cut off all the vaccinated arms of members of the village. Marlon Brando’s face in the shadows, saying this monologue is, for me, the most perfect representation of the madness of wars.

APOCALYPSE NOW has four versions: the theatrically released version in 1979, a 5.5-hour working version, the 2001 REDUX version (made by Coppola himself), and the final 2009 version.

In any version, APOCALYPSE NOW is a masterpiece.

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