JOHN HOUSEMAN: Outro Daqueles Atores Coadjuvantes que Enchia a Tela

Em 1975, fui no Cinema Cacique (uma sala gigantesca no centro de Porto Alegre, com mais de mil e seiscentas poltronas e dois painéis enormes de índios guaranis por Glauco Rodrigues) ver o lançamento do filme de ficção científica ROLLERBALL , dirigido pelo cineasta canadense Norman Jewison.

Saí do cinema parecendo hipnotizado, tamanha a impressão que o filme deixou em mim. Do uso perfeito da música de Johann Sebastian Bach, à fotografia belíssima de Douglas Slocombe (nunca esqueci o hobby sinistro de convidados de festas milionárias em incendiar árvores ao amanhecer), ao violento esporte de ROLLERBALL, tudo foi impressionante.

Mas os atentados à liberdade individual daquela sociedade distópica do futuro tinha no CEO da Corporação, Mr. Bartholomew, seu elemento principal de poder, sufoco e terror. Um vilão engravatado assustador.

Ele era o ator romeno John Houseman, um daqueles intérpretes dotado de tanto talento que o tempo que ficava em cena era irrelevante para a importância que sua interpretação tinha para o filme.

Houseman fez 50 filmes, até morrer, aos 89 anos, em 1988.

Ganhou um Oscar de Melhor Ator pelo filme O HOMEM QUE EU ESCOLHI (THE PAPER CHASE), onde fez um papel que lhe cabia como uma luva, um veterano professor de Direito em Harvard.

Houseman apareceu em OS TRÊS DIAS DO CONDOR e SETE DIAS DE MAIO, dois outros filmes de grande relevância.

Era um ator que enchia a tela e podia assustar, mesmo usando gravata borboleta.

In 1975, I went to Cinema Cacique (a gigantic room in the center of Porto Alegre, with over 1,600 seats and two huge panels of Guarani Indians by Glauco Rodrigues) to see the release of the science fiction film ROLLERBALL , directed by Canadian filmmaker Norman Jewison.

I left the cinema looking hypnotized, such was the impression the film left on me. From the perfect use of Johann Sebastian Bach‘s music, to Douglas Slocombe‘s gorgeous photography (I never forgot the sinister hobby of millionaire party guests of setting trees on fire at dawn), to the violent sport of ROLLERBALL, it was all impressive.

But the attacks on individual freedom of that dystopian society of the future had on the CEO of the Corporation, Mr. Bartholomew, your main element of power, suffocation and terror. A scary-suited villain.

He was the Romanian actor John Houseman, one of those performers gifted with such talent that the time he spent on the screen was irrelevant to the importance his performance had for the film.

Houseman made 50 films until he died, aged 89, in 1988.

He won an Oscar for Best Actor for the film THE PAPER CHASE, where he played a role that fit him like a glove, a veteran Harvard law professor.

Houseman appeared in THE THREE DAYS OF THE CONDOR and SEVEN DAYS OF MAY, two other films of great importance.

He was an actor who filled the screen and could scare, even wearing a bow tie.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.