FUGA PARA A VITÓRIA: Em Tempos de Copa, o Filme de Huston Segue Vibrante

Motivado pela Copa do Mundo, resolvi rever no amazon Prime Vídeo, o filme FUGA PARA A VITÓRIA (VICTORY), que o cineasta john Huston fez em 1981.

Os filmes passados em campos de concentração constituem um gênero que já gerou obras primas indiscutíveis, como INFERNO 17, de Billy Wilder e FURYO, de Nagisa Oshima até inesquecíveis séries cômicas como GUERRA, SOMBRA E ÁGUA FRESCA. Tenho algumas restrições com A VIDA É BELA, de Roberto Benigni, mas merece ser mencionado.

VICTORY é uma história meio non sense, na qual um Major Nazista (Max von Sydow) que foi atleta de futebol, resolve, como propaganda, promover um jogo entre um time de alemães e um time de prisioneiros aliados. Para isso, fornece tudo o que o treinador dos aliados, o Capitão John Colby (Michael Caine) lhe pede.

O filme ficou marcado pela participação de atletas profissionais de verdade, como Pelé, Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Van Himst, Kazimierz Deyna e vários outros.

Um destaque do filme é Sylvester Stallone, já oscarizado por ROCKY, bem à vontade em sua canastrice como o heróico americano que se torna goleiro do time aliado.

Aos 74 anos, John Huston já não era o mestre responsável por CHINATOWN, O TESOURO DE SIERRA MADRE, só para citar duas obras primas.

VICTORY é todo meio ingênuo. Os nazistas são patetas e não percebem a estratégia dos aliados para oportunizar uma fuga dos prisioneiros.

As cenas de futebol estão entre as melhores do cinema.

O mais bonito do filme, algo que já tinha me impressionado 40 anos atrás, é o sentimento de buscar a vitória no jogo, que toma conta dos prisioneiros aliados. Ganhar aquele jogo tinha um significado político que superava mesmo o desejo de fugir.

Foi uma bela sacada do filme de John Huston.

Motivated by the World Cup, I decided to review on Amazon Prime Video the film VICTORY, made by filmmaker John Huston in 1981.

Films set in concentration camps constitute a genre that has already generated undeniable masterpieces, such as STALAG 17, by Billy Wilder and FURYO, by Nagisa Oshima, to unforgettable comic series such as HOGAN’S HEROES. I have some reservations with LIFE IS BEAUTIFUL, by Roberto Benigni, but it deserves to be mentioned.

VICTORY is a kind of nonsense story, in which a Nazi Major (Max von Sydow) who was a former soccer player, decides, as propaganda, to promote a game between a team of Germans and a team of Allied prisoners. For this, he provides everything that the trainer of the allies, Captain John Colby (Michael Caine) asks of him.

The film was marked by the participation of real professional athletes, such as Pelé, Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Van Himst, Kazimierz Deyna and several others.

A highlight of the film is Sylvester Stallone, already oscarized for ROCKY, quite at ease as the heroic American who becomes goalkeeper of the allied team.

At the age of 74, John Huston was no longer the master responsible for CHINATOWN and THE TREASURE OF SIERRA MADRE, just to name two masterpieces.

VICTORY is all kind of naive. The Nazis are silly and do not understand the Allies’ strategy to provide an opportunity for the prisoners to escape.

The football scenes are among the best in cinema.

The most beautiful thing about the film, something that had already impressed me 40 years ago, is the feeling of seeking victory in the game, which takes care of Allied prisoners. Winning that game had a political meaning that outweighed even the desire to flee.

It was a beautiful take on the John Huston movie.

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