O AMANTE DE LADY CHATTERLEY: Netflix Capricha na Produção (e nas cenas de sexo) do Romance Proibido

Pode um livro publicado em 1929 e levado às telas dezenas de vezes (o IMDB fala em 16 versões), ainda ter uma história tão forte que siga mexendo conosco? Por que o livro foi banido na Inglaterra até 1960, quando a Editora Penguin ganhou na Justiça o direito de publicá-lo?

O escritor D.H.Lawrence acertou o alvo em seu último romance. Connie Reid (Emma Corin, de THE CROWN), a Lady Chatterley é uma mulher da alta nobreza inglesa que vê seu casamento desabar quando o marido (Matthew Duckett) volta da guerra paraplégico, deprimido e incapaz de lhe dar prazer. Ela vai se envolver com um empregado das terras do marido, o guarda caças Oliver Mellors (Jack o’Connell), em uma relação ardente e apaixonada nos recantos mais idílicos da propriedade dos Chatterley.

Hoje chega a ser patético o romance ter enfrentado tantos problemas sob a acusação de obscenidade. Como os desejos de uma mulher já foram problema para moralistas. Ou será que ainda são?

Essa atual produção da NETFLIX capricha nas cenas de sexo entre Connie e Oliver. São múltiplas cenas, muito bem filmadas, sensuais ao extremo, românticas, visualmente lindas e sem pudor como o romance que as originou.

Mérito para a cineasta parisiense Laure de Clermont-Tonnerre que soube respeitar a essência do livro, em dar protagonismo aos sentimentos (e prazeres) da jovem Lady Chatterley.

O filme é envolvente e atrativo. Seus 126 minutos não têm um segundo de tédio. Tudo é muito forte e visualmente requintado.

Acho que essa nova versão de Lady Chatterley, se não é a melhor, se inscreve na primeira linha dos filmes baseados na novela mais famosa de Lawrence.

Can a book published in 1929 and taken to the screens dozens of times (IMDB says it has 16 versions), still have such a strong story that it continues to move us? Why was the book banned in England until 1960, when Penguin Publishers won the right to publish it in court?

Writer D.H.Lawrence is right on target with his latest novel. Connie Reid (Emma Corin, from THE CROWN), Lady Chatterley is a woman of the high English nobility who sees her marriage collapse when her husband (Matthew Duckett) returns from war paraplegic, depressed and unable to give her pleasure. She will become involved with an employee of her husband’s land, the keeper Oliver Mellors (Jack o’Connell), in an ardent and passionate relationship in the most idyllic corners of the Chatterley property.

Today it is pathetic that the novel has faced so many problems under the accusation of obscenity. How a woman’s desires were once a problem for moralists. Or are they still?

This current production on NETFLIX takes care of the sex scenes between Connie and Oliver. There are multiple scenes, very well filmed, sensual to the extreme, romantic, visually beautiful and without shame as the novel that originated them.

Merit to the Parisian filmmaker Laure de Clermont-Tonnerre, who knew how to respect the essence of the book, in giving prominence to the feelings (and pleasures) of the young Lady Chatterley.

The film is engaging and attractive. Its 126 minutes are not a dull second. Everything is very strong and visually exquisite.

I think this new version of Lady Chatterley, if not the best, is in the forefront of films based on Lawrence’s most famous novel.

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