Finalmente ontem consegui ir no GNC Moinhos ver O CONVITE, de Olivia Wilde. Merece todos os elogios que vem recebendo numa recomendação boca a boca que só faz crescer sua bilheteria.
Olivia Wilde chama a atenção há muitos anos. Na excelente série HOUSE, ela foi Thirteen, uma das. melhores personagens. Uma médica jovem bissexual, portadora de uma doença rara, contestadora, prato cheio para as loucuras, fantasias e carinhos malucos do Doutor Gregory de Hugh Laurie. Os filmes anteriores que ela dirigiu, BOOKSMART e NÃO SE PREOCUPE QUERIDA já anunciavam que o melhor estava por vir.
Em O CONVITE, a partir do filme espanhol ótimo de Cesc Gay (SENTIMENTAL), com um brilhantíssimo roteiro de Rashida Jones e Will McCormack, Wilde fez um filme encantador.
Tudo encaixou à perfeição.
O elenco, com Seth Rogen, Penélope Cruz (magnífica), Edward Norton e ela própria (em desempenho nervoso e angustiado) está impecável.
A direção de cena – lutando para quebrar uma eventual monotonia pelo fato da ação toda se passar em um apartamento – é brilhante. Deixa a gente pensando como isso foi feito.
Em entrevista ao THE GUARDIAN, Olivia e Norton contaram que a diretora resolveu filmar as cenas na ordem do roteiro, proporcionando que os atores entrassem mais facilmente nos seus personagens. Funcionou às mil. maravilhas.
A trilha sonora (que diversas vezes é pouco percebida mas está lá) sublinha todas as cenas. Inclusive nas músicas não tocadas.
O filme investe muito nas fantasias e moralismos da classe média americana. Aqui os diálogos ficam ainda mais engraçados e surreais.
Há muitas cenas brilhantes em O CONVITE. Olivia Wilde fez seu melhor trabalho de cineasta (e de atriz) até aqui. Acho que o filme terá várias indicações ao Oscar, Globo de Ouro etc…
Mas para mim, o mais legal é que mesmo não sendo uma super produção, o filme é uma delícia de se ver no cinema. As reações (risos e silêncios) da plateia a cada diálogo do roteiro fazem parte do filme.
O CONVITE, como qualquer filme pode provocar reações de amor ou de ódio.
Mas há que se reconhecer que se trata de um filme maduro, humano e muito bem feito.
Para mim, um dos melhores de 2026.