O FIM DA RUA: Nem Anne Hathaway e Ewan McGregor Salvam Filme Equivocado

O FIM DA RUA (THE END OF OAK STREET), de David Robert Mitchell é um filme errado. Seu ponto de partida é um canto de um bairro de subúrbio numa cidade americana que, por um fenômeno não muito bem explicado, é lançado no passado, ficando repleto de dinossauros carnívoros assassinos.

A dupla Anne Hathaway e Ewan McGregor (que vivem os protagonistas Denise e Gregg Platt) tentam, em vão defender seus papéis, mas os personagens são Ben fracos e superficiais. Ele é um fracassados na vida, desempregado mais uma vez, bebe escondido, faz bicos para ganhar uns trocos, não consegue educar os filhos e desagrada constantemente a esposa.

Ela escreve meio escondida um livro de ficção, já que sonha ser escritora, o que apenas uma vizinha viúva sabe.

Certa manhã, os dois (e mais os filhos) se vêem fugindo sem parar de dinossauros que destroem o bairro onde moram.

Nada no roteiro faz muito sentido. Há ideias que até poderiam ser interessantes. Por exemplo: as pessoas do nada saem atirando com espingardas de caça, próprias para matar animais de grande porte. Por que velhinhas pacíficas, morando naquela vizinhança bucólica tinham aquelas armas? Nada é explicado.

As cenas dos dinossauros matando as pessoas igualmente são desnecessariamente gráficas e cruéis. Não vi sentido.

E, para terminar, se fez um final conciliador, ecológico, que faz ainda menos sentido.

O FIM DA RUA não deu certo.

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