TRUMBO – LISTA NEGRA, de Jay Roach é, como se esperava um filmaço! O tema da perseguição do Comitê de Atividades Antiamericanas aos comunistas em Hollywood, a par de ser uma das paginas mais incríveis e historicamente negativas dos Estados Unidos, já gerou grande filmes, como TESTA DE FERRO POR ACASO, de Martin Ritt. Dalton Trumbo, o premiado roteirista e personagem central do filme foi um permanente lutador contra aquela situação. Um dos grandes méritos do filme, sem duvida, é seu elenco estelar. Bryan Cranstron, o astro da multipremiada serie de televisão BREAKING BAD faz seu primeiro papel de protagonista no cinema depois da consagração na tv. O resultado foi maravilhoso. Defende o papel com uma categoria impressionante. Comparar sua atuação com os filmes reais de Trumbo chega a ser impressionante. Acho que ele seria uma barbada para o Oscar se não fosse o tour de force de Leonardo di Caprio para Inarritu em O REGRESSO. Helen Mirren, como a poderosa colunista Hedda Hopper é outra que está maravilhosa. Aliás, como sempre. Mirren é daquelas atrizes que não erra nunca. Melhora a cada filme. Diane Lane, como a esposa de Trumbo é outra atriz maravilhosa, muitas vezes pouco valorizada, mas que sempre agrega muito nos filmes que participa. Seu papel é essencial ao filme. Outro destaque são as reconstituições de época, desde os filmes (SPARTACUS por exemplo), nota dez. Mas se o filme deixa um legado, sem duvida, é que toda forma de totalitarismo, pensamento politico único ou intolerância leva a erros colossais que a historia irá, cedo ou tarde, desmascarar. A diversidade, o pluralismo de visões e o respeito a opinião dos outros, por mais contrária que seja a sua, ainda segue sendo a melhor forma de se conviver em sociedade. Que filme espetacular!