TARANTINO CADA VEZ MELHOR E MAIS POLEMICO (THE HATEFUL EIGHT/ OS OITO ODIADOS – 2015, de Quentin Tarantino)

A. O. Scott., crítico do The New York Times, ao resenhar sobre THE HATEFUL EIGHT, usou três ou quatro vezes a expressão “é um filme de Quentin Tarantino.”
Na opinião dele, que considero um dos melhores, trata-se da expressão perfeita ou a única para definir o que se vê na tela.
Apesar deste ser o oitavo filme de Tarantino, cada vez mais é assim.
Para o bem ou para o mal.
Por exemplo, acho que por amar demais o que filma, Tarantino cada vez tem mais dificuldade em editar seus filmes que ficam loooongos, intermináveis, com cenas e mais cenas que poderiam ser muito bem decepadas por um montador com certo distanciamento.
Este OS OITO ODIADOS provavelmente seja o que mais tem isto.
Quase dá para dar um pulo no banheiro e voltar em certo trecho do filme que não faria diferença.
O lado bom de ser Tarantino, para quem acha o cinema dele o máximo como eu, é que são tantas coisas que revelam o amor dele pelo cinema (como por exemplo a trilha sonora magnifica de Enio Morricone), o talento único para escrever os diálogos afiados para dizer pouco, os personagens magníficos de uma galeria que a cada filme aumenta oscilando entre uma ausência de moral impressionante e uma capacidade de gestos de um código de honra e/ou de lealdade que aparece em horas inacreditáveis.
Quanto ao elenco, Samuel L. Jackson e Jennifer Jason Lee se destacaram dos demais, embora o veteraníssimo Bruce Dern e o cheio de cacoetes Walton Goggins também protagonizem cenas antológicas.
Em resumo, western tipo Sergio Leone, misturado com whodunnit a la Aghata Christie, em um local isolado pela neve no melhor estilo Iluminado de Kubric, com oito malucos se matando pela mao de Tarantino. O que eu achei?
Um filmaço !
Quanto ao banho de sangue e as cenas mais pesadas, acho que quem vai ver o filme de Tarantino já deve saber o que vem pela frente. Pelo menos depois dos 78 pés e cabeças decepadas em KILL BILL, 13 anos atrás! Ou não?

A. O. Scott., Critic of The New York Times, when reviewing THE HATEFUL EIGHT, used three or four times the expression “it is a Quentin Tarantino film.”
In his opinion, which I consider one of the best, it is the perfect expression or the only one to define what is seen on the screen.
Although this is Tarantino’s eighth film, it is increasingly so.
For the good or for the bad.
For example, I think that because he loves what he shoots so much, Tarantino finds it increasingly difficult to edit his films, which are loooong, endless, with scenes and more scenes that could be very well cut off by an editor with some distance.
This HATED EIGHT is probably the one with the most.
You can almost jump in the bathroom and go back to a certain part of the film that wouldn’t make a difference.
The good thing about being Tarantino, for those who think his cinema as much as I do, is that there are so many things that reveal his love for cinema (such as Enio Morricone’s magnificent soundtrack), his unique talent for writing the dialogues sharp to say the least, the magnificent characters of a gallery that increases with each film, oscillating between an absence of impressive morale and a capacity for gestures of a code of honor and / or loyalty that appears at unbelievable hours.
As for the cast, Samuel L. Jackson and Jennifer Jason Lee stood out from the rest, although veteran Bruce Dern and the witty Walton Goggins also star in anthological scenes.
In short, western type Sergio Leone, mixed with whodunnit a la Aghata Christie, in an isolated place by the snow in the best illuminated style of Kubric, with eight crazy people killing themselves by Tarantino’s hand. What did I find?
A great film!

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