Em 1998, a jornalista Fernanda Zaffari me propôs enviarmos pedidos de credencias para a Academia de Artes e Ciências de Hollywood, para irmos cobrir a Cerimonia do Oscar de 1999, pela Radio Gaúcha. Como trabalhávamos na RBS (eu no Departamento Jurídico), pedimos autorização, fizemos uma carta e enviamos. No mês de outubro de 1998, chegou uma resposta positiva da Academia, pedindo mais documentos. Estávamos em uma pré-seleção.

Iniciamos, assim, a aventura de ir ao Oscar. Tivemos sorte que, em fevereiro de 199, o filme CENTRAL DO BRASIL, de Valter Salles e a atriz Fernanda Montenegro conseguiram indicações para Melhor Filme de Língua Estrangeira e Melhor Atriz. Bingo! Saíram nossas credenciais. Está certo que eram para a área de imprensa sem acesso ao Teatro propriamente dito. Mas teríamos acesso as entrevistas durante a semana, debates e pós-show.

Montada a operação, fomos para os Estados Unidos. Os melhores momentos foram uma entrevista com a Fernanda Montenegro, assistir aos ensaios da cerimonia e um debate com os Diretores indicados para Melhor Filme Estrangeiro, onde vimos que o Roberto Begnini era mesmo insuportavelmente over. Ver Carlos Saura (indicado por Tango) valeu muito.

Apesar da nossa torcida, CENTRAL DO BRASIL perdeu para A VIDA E BELA. Lembram de Sophia Loren gritando “Roberto, Roberto” e Begnini escalando as cadeiras do teatro?

Foi uma experiência e tanto.