A NOITE AMERICANA(1973), de François Truffaut é, na minha opinião, o mais belo filme que já se fez sobre a paixão pelo cinema.

E olha que tem filmes peso pesados nesta categoria, como CANTANDO NA CHUVA (1952), de Stanley Donen e Gene Kelly, 8 ½ (1963), de Federico Fellini, A ROSA PURPURA DO CAIRO (1985), de Woody Allen, CINEMA PARADISO (1988), de Giuseppe Tornatore, SPLENDOR(1989), de Ettore Scola, A INVENCAO DE HUGO CABRET (2011), de Martin Scorsese, apenas para ficar em alguns.

François Truffaut foi um jovem francês que desde muito cedo conviveu com o melhor do cinema francês. Aos 18 anos foi secretario de André Bazin. Aos vinte e poucos integrava um grupo chamado Objectif 49, com Orson Welles e Roberto Rossellini. Também participava de um boletim intitulado Cine Club du Quartier Latin, coordenado por Eric Rohmer. E, em 1953, entrou para o Cahiers du Cinema, onde virou critico ao lado de Jean Luc Godard.

É responsável por um dos melhores livros sobre cinema da historia, HITCHCOCK/TRUFFAUT:ENTREVISTAS, imperdível para qualquer amante de cinema.

Teve cinco mulheres: Madeleine Morgenstern e as atrizes Marie-France Pisier, Jeanne Moreau, Claude Jade e Fanny Ardant.

A NOITE AMERICANA narra a historia de um cineasta fazendo o filme EU VOS APRESENTO PAMELA, sobre um jovem que traz sua namorada para apresentar aos pais e vê a mesma se envolver e fugir com o Pai.

O elenco impecável tem: Jacqueline Bisset, Valentina Cortese, Jean Pierre Leaud, Jean Pierre Aumont, o próprio Truffaut e uma jovem Nathalie Baye.

Ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o três prêmios Bafta de Melhor Filme, Direção e Atriz Coadjuvante para Valentina.

O imenso amor de Truffaut pelo cinema esta impregnado em cada cena, mas é impossível não destacar um sonho dele em que lembra roubar fotos antigas de filmes no cinema de rua de sua cidade natal e a primeira vez em que ouve a trilha Sonora do filme ao mesmo tempo em recebe um pacote de livros sobre cinema e vai jogando as biografias dos cineastas Kubric, Fellini, Welles, Hitchcock sobre a mesa ao som da musica… Coisa de gênio.

A NOITE AMERICANA ou o amor ao cinema, por François Truffaut.

 

DAY FOR NIGHT (1973), by François Truffaut is, in my opinion, the most beautiful film ever made about the passion for cinema.

And look that we have heavyweight films in this category, as SINGING IN THE RAIN (1952), by Stanley Donen and Gene Kelly, 8½ (1963), by Federico Fellini, THE PURPLE ROSE CAIRO (1985), by Woody Allen, CINEMA PARADISO (1988), by Giuseppe Tornatore, SPLENDOR (1989), by Ettore Scola, THE INVENTION OF HUGO CABRET (2011), by Martin Scorsese, just to stay in some.

François Truffaut was a young Frenchman who lived very early with the best of French cinema. At 18, he was secretary of André Bazin. The twenty, he was part of a group called Objectif 49, with Orson Welles and Roberto Rossellini. Also participated in a bulletin entitled Cine Club du Quartier Latin, coordinated by Eric Rohmer. And in 1953, he joined the Cahiers du Cinema, where he became a movie critic next to Jean-Luc Godard.

He is responsible for one of the best books in the history of cinema, HITCHCOCK / TRUFFAUT: INTERVIEWS, a must for any movie lover.

He had five women: Madeleine Morgenstern and the actresses Marie-France Pisier, Jeanne Moreau, Claude Jade and Fanny Ardant.

DAY FOR NIGHT tells the story of a filmmaker making the film “”Je vous presente Pamela” (May I introduce Pamela)”, about a young man who brings his girlfriend to introduce to his parents and sees her to get involved and get away with the Father.

The outstanding cast has: Jacqueline Bisset, Valentina Cortese, Jean-Pierre Léaud, Jean Pierre Aumont, the very young Nathalie Baye and Truffaut himself.

The movie won the Oscar for Best Foreign Film and three BAFTA awards for Best Film, Director and Supporting Actress for Valentina.

The immense love of Truffaut for the cinema impregnated each scene, but it is impossible not to highlight one scene of his dream that reminds the young boy stealing old film photos on street movie theaters of his hometown. Or the scene of the first time you hear the soundtrack of the film, when simultaneously Truffaut receives a package of books with the biographies of filmmakers like Kubric, Fellini, Welles, Hitchcock. He opens the package of books on the table with the sound of music … A genius thing.

DAY FOR NIGHT or the love for the movies, by François Truffaut.