DECISÃO DE RISCO (EYE IN THE SKY – 2016), de Gavin Hood é um filme tão atual quanto assustador.

Narra a historia de uma operação conjunta entre os exércitos britânico e americano, onde se prepara um raid aéreo e/ou terrestre para capturar ou eliminar terroristas em um pais africano.

Tudo é visto ao vivo, pelas pessoas encarregadas de tomar as decisões, via satélite, como se fosse um grande Big Brother.

A personagem principal e comandante da operação é a Coronel Katherine Powell vivida com a categoria e as nuances dramáticas usuais pela extraordinária atriz Helen Mirren. Convicta de suas posições no sentido de eliminar os alvos, ela não hesita em levar adiante sua missão.

Circunstancialmente, entre ela e a missão, se põem, desde uma menina que vende pães artesanalmente feitos por sua mãe, ao lado da casa alvo do ataque, os advogados do Primeiro Ministro, o soldado que calcula as estatísticas de perdas colaterais e ate mesmo, os operadores do drone que dispara os misseis.

Tudo isto é motivo para o filme propor uma reflexão em torno do belicismo e da suposta prevenção da violência por atos de mais violência.

Um dos últimos trabalhos do ótimo Alan Rickmann, DECISÃO DE RISCO tem suspensa, tensão, política, espionagem, e muito talento de sua equipe em prender a atenção do espectador.

Certamente um diretor mais talentoso faria render muito mais este argumento, mas nos tempos em que vivemos, ver DECISAO DE RISCO nos coloca um pouco mais aptos a discutir os cenários em que se combate e pratica a violência.

 

EYE IN THE SKY (2016), by Gavin Hood is a movie as relevant these days as scary for all of us.

It tells the story of a joint operation between the British and American armies, which prepares an air raid and / or land to capture or eliminate terrorists in an African country.

Everything is seen live, by the persons responsible for taking decisions, through satellite, like a huge Big Brother.

The main character and the operation commander is Colonel Katherine Powell lived with the category and the usual dramatic nuances of the extraordinary actress Helen Mirren. Convinced of her positions to eliminate the targets, she does not hesitate to carry out its mission.

Circumstantially, between her and the mission there are a girl who sells bread hand made by her mother, and sold next to the target house, the lawyers of the Prime Minister, the soldier who calculates the collateral damage statistics and even, the drone operators that fires the missile.

All this is reason for the film to propose a reflection on the war and the alleged violence prevention for acts of more violence.

One of the last work of the great Alan Rickmann, EYE IN THE SKY has suspense, tension, political, intelligence, and talent of his team hold the viewer’s attention.

Certainly a more talented director would render much of this argument, but in the times we live in, see EYE IN THE SKY puts us a little more apt to discuss the scenarios in which countries combat and practice violence.