BLIND, de Michael Mailer prometia no trailer muita tensão dramática e emoções no romance entre uma esposa abandonada e um escritor cego viúvo para quem ela é obrigada a ler uma hora por dia, em cumprimento a uma decisão judicial.

Ocorre que o filme, disponível no Itunes, optou por uma junção de muitas histórias (todas já vistas) e escolheu uma abordagem muito conservadora para conduzir sua narrativa.

A esposa abandonada pelo marido infiel que se apaixona e fica hesitando em trair, o marido violento desconfiado de um affair da cônjuge, o escritor com bloqueio em escrever por ter sofrido um trauma na vida, a relação entre o escritor e um jovem aluno vindo de um mundo pobre e cheio de perigos reais, a relação entre uma pessoa deficiente visual e uma mulher apaixonada… Muitos temas para um filme só.

Alec Baldwin (hoje marcado por suas aparições cômicas na TV Americana como o Presidente Trump) e Demi Moore lutam para dar veracidade e emoção ao casal apanhado nesta rede de acontecimentos sem fim.

O roteiro termina sendo o ponto fraco do filme, tendo cenas e diálogos completamente previsíveis, algumas frases completamente tolas e fora de contexto e poucas boas idéias que resistem incólumes.

No fim, BLIND ficou um filme antigo. Tem coisas boas (como as músicas BIRD IN A CAGE e uma versão de LA VIE EN ROSE), cenas noturnas de Nova Iorque e o charme cinquentão dos protagonistas que teima em aparecer em alguns momentos.

 

BLIND, by Michael Mailer promised in the trailer much dramatic tension and emotions in the romance between an abandoned wife and a blind widow writer whom she is forced to read an hour a day in fulfillment of a court decision.

It turns out that the film opted for a junction of many stories (all already seen) and chose a very conservative approach to conduct its narrative.

The wife abandoned by the unfaithful husband who falls in love and is hesitant to betray, the violent husband suspicious of a spouse’s affair, the writer with blocking writing for having suffered a trauma in life, the relationship between the writer and a young student coming from a poor world and full of real dangers, the relationship between a visually impaired person and a woman in love … Many themes for a film only.

Alec Baldwin (today marked by his comedic appearances on American TV as President Trump) and Demi Moore struggle to give truth and emotion to the couple caught up in this network of endless events.

The script ends up being the weak point of the film, having completely predictable scenes and dialogues, some completely silly sentences out of context and few good ideas that stand up unscathed.

In the end, BLIND is an old movie. There are good things (such as the BIRD IN A CAGE song and a LA VIE EN ROSE version), New York night scenes, and the fifty-year-old charm of the protagonists that comes up in a few moments.