Os livros da escritora canadense Margaret Atwood estão no centro da atenção desde o extraordinário sucesso da série multipremiada THE HANDMADE’S TALE (O CONTO DA AIA). Por isto, não é surpresa que a grande atração da NETFLIX neste mês seja outra série baseada (e produzida) por Atwood, o igualmente polêmico ALIAS GRACE.

Uma criada vinda da Irlanda é condenada à morte (pena depois comutada para prisão perpétua) por ter assassinado (junto com outro empregado) os dois patrões, em uma fazenda, no ano de 1843. Depois de muitos anos na prisão, um médico psiquiatra é designado pela Corte para examiná-la e dar um parecer sobre a possibilidade de perdão.

Os temas preferidos de Atwood, a extrema religiosidade, os sonhos metafóricos, as consequências da repressão, os abusos morais e físicos da infância e sua desastrosas consequências, a tentativa de subjugar uma parcela significativa da população, estão todos de volta em mais esta história relata de simbologias.

As longas entrevistas que o psiquiatra faz com a prisioneira e a narrativa da vida dela passo a passo encaixam como uma luva no formato de seriado, criando uma exata sintonia entre história e espectador.

No elenco, o protagonismo é todo das mulheres. A canadense Sarah Gadon vive com extremo talento a personagem central, alternando cenas líricas e momentos de explosão, seja de violência e/ou de loucura. Anna Paquin (TRUE BLOOD) vive a governanta nancy Montgomery e a linda Rebecca Liddiard é a onipresente amiga de Grace Mary Whitney, de papel essencial na trama. No lado masculino, destaque para Edward Holcroft (KINGSMAN), como o Dr. Jordan, uma aparição surpreendente e excelente do cineasta David Cronemberg (A MOSCA), como o Reverendo Verringer e o ótimo Zachari Levi, como Jeremiah.

ALIAS GRACE marca sua presença como uma série polêmica, forte, reflexiva e provocadora sobre temas tão antigos quanto presentes no dia de hoje.

 

The books by Canadian writer Margaret Atwood have been at the center of attention since the extraordinary success of the multi-award-winning series THE HANDMADE’S TALE. So it’s no surprise that NETFLIX’s biggest draw this month is another series based (and produced) by Atwood, the equally controversial ALIAS GRACE.

A servant from Ireland is sentenced to death (a sentence later commuted to life imprisonment) for having murdered (along with another employee) the two employers on a farm in the year 1843. After many years in prison, a psychiatrist is appointed by the Court to examine her and give an opinion on the possibility of pardon.

Atwood’s favorite themes, extreme religiosity, metaphorical dreams, the consequences of repression, the moral and physical abuses of childhood and their disastrous consequences, the attempt to subdue a significant portion of the population, are all back in more this story full of symbologies.

The psychiatrist’s long interviews with the prisoner and the narrative of her life step by step fit like a glove in the format of a series, creating an exact harmony between story and viewer.

In the cast, the protagonism is all women. The Canadian Sarah Gadon lives with extreme talent the central character, alternating lyrical scenes and moments of explosion, whether of violence and / or madness. Anna Paquin (TRUE BLOOD) lives the housekeeper Nancy Montgomery and the beautiful Rebecca Liddiard is the omnipresent friend of Grace, Mary Whitney, of essential carachter in the plot. On the male side, stand out Edward Holcroft (KINGSMAN) as Dr. Jordan, a surprising and excellent appearance of filmmaker David Cronemberg (THE FLY), as the Reverend Verringer and the great Zachari Levi, as Jeremiah.

ALIAS GRACE marks its presence as a controversial, strong, reflective and provocative series on themes as old as present today.