Em 1979, o mundo foi sacudido pela imagem de uma loira escultural, com dreds nos longos cabelos dourados e um cavadíssimo maiô também dourado a correr, em câmera lenta na praia paradisíaca do México.

Ela era Bo Derek, uma californiana, então com 23 anos, estrelando a comédia MULHER NOTA DEZ, de Blake Edwards, ao lado de Dudley Moore e Julie Andrews. Ao som do Bolero de Ravel, a loira oferecia maconha e sexo ao conservador compositor de “músicas de elevador” hollywoodiano, em plena crise da meia idade.

“Em uma escala de um a dez, que nota esta loira merece?”, pergunta o psiquiatra do protagonista.

“Onze”, responde ele, sem hesitar.

Bo Derek foi um fenômeno meteórico. Ocupou todas as revistas e noticiários do mundo, com sua Mulher Nota Dez.

Depois fez mais de vinte filmes absurdamente ruins, em que nem sua beleza absurda conseguia sustentar enredos canhestros e atores ainda piores.

Hoje Bo Derek faz 61 anos.

 

In 1979, the world was shaken by the image of a sculptural blonde, with dreds in her long golden hair and a gold-plated swimsuit running in slow motion on a paradisiacal beach of Mexico.

She was Bo Derek, a 23-year-old Californian starring Blake Edwards’s comedy 10, opposite Dudley Moore and Julie Andrews. To the sound of Ravel’s bolero, the blonde offered marijuana and sex to the conservative composer of Hollywood specialized in “elevator music”, in the midst of midlife crisis.

“On a scale from one to ten, what does this blonde deserves?” asks the protagonist’s psychiatrist.

“Eleven,” he replies without hesitation.

Bo Derek was a meteoric phenomenon. She has occupied all the magazines and newsreels of the world, with her Woman Grade Ten.

Then he made over twenty absurdly bad films, in which even his absurd beauty could not sustain stubborn plots and even worse actors.

Today Bo Derek turns 61.