O PASSAGEIRO (The Commuter), de Jaume Collet-Serra (cineasta de Barcelona, autor de ÁGUAS RASAS e dos péssimos A CASA DE CERA e A ÓRFÃ) traz a história de um ex-policial de Nova Iorque que trabalha em uma empresa seguradora e se vê envolvido em uma trama completamente sem pé nem cabeça, onde um grupo de corruptos precisa eliminar uma testemunha dentro de um trem que vai do centro de Nova Iorque para seu subúrbio.

A trama tem inicio quando uma linda passageira se aproxima do ex-policial e lhe faz uma oferta de cem mil dólares para ele localizar a testemunha misteriosa e matá-la. Se ele não fizer isto, sua família sofrerá as consequências.

A partir daí, começa a ação ininterrupta, onde inexiste um segundo para se pensar sobre o total nonsense da história, que somente vai ficano mais descabida a cada cena.

Como fez em ÁGUAS RASAS, Collet-Serra usa a estatégia de dar um ritmo alucinante ao filme, como forma de disfarçar as falhas evidentes do roteiro. E Liam Neeson (que já foi um ator sério em títulos como A LISTA DE SCHINDLER e ROB ROY) segue sua trilha de novo herói dos filmes em que o protagonista bate em todo mundo.

E O PASSEGEIRO ainda desperdiça ótimos atores, como Sam Neil, Vera Farmiga e Patrick Wilson, em papeis ínfimos.

O PASSAGEIRO, com o perdão do trocadilho, é um filme que a gente esquece antes do final.

 

The Commuter, by Jaume Collet-Serra (Barcelona filmmaker, author of SHALLOW WATERS and the terrible HOUSE OF WAX), tells the story of a former New York police officer working in an insurance company that finds himself involved in a plot completely without sense, where a group of corrupt ones has to eliminate a witness inside a train that goes from the center of New York to its suburb.

The plot begins when a beautiful passenger approaches the former police officer and offers him a hundred thousand dollars to locate the mysterious witness and kill her. If he does not do this, his family will suffer the consequences.

From there on, the uninterrupted action begins, where there is not a second to think about the total nonsense of the story, which only goes more fictitious in each scene.

As he did in SHALLOW WATERS, Collet-Serra uses the strategy to give the film a mind-boggling rhythm as a way to disguise the obvious glitches of the script. And Liam Neeson (who was once a serious actor in titles such as SCHINDLER’S LIST and ROB ROY) follows his trail of new hero of the films in which the protagonist beats around the world.

And THE COMMUTER still misses great actors like Sam Neil, Vera Farmiga and Patrick Wilson in tiny roles.

THE COMMUTER, with the pardon of the joke, is a film that we forget before the end.