BASEADO EM FATOS REAIS(2017), de Roman Polanski, tem, sob a minha perspectiva, dois obstáculos iniciais: não me inscrevo entre os fãs de carteirinha do cineasta e a grande sacada do filme já me pareceu óbvia desde o trailler exibido nos cinemas há mais de dois anos atrás.

Contudo, o desenvolvimento do roteiro – quase sempre ótimo de Olivier Assayas e do próprio Polanski – e o charme das atrizes Emmanuelle Seigner e Eva Green conseguem prender a atenção do espectador apesar dos pesares.

Uma escritora com bloqueio emocional para fazer seu próximo livro ( tema cada vez mais constante no cinema), pressionada por seu companheiro, por sua editora, depressiva pela ausência dos filhos e solitária, vê surgir em sua vida uma mulher atrente e possessiva, cheia de ideias para sua vida e sua literatura.

Emmanuelle Seigner nunca foi uma atriz reconhecida internacionalmente pelo seu talento, desde que o marido Polanski passou a lhe escalar em vários de sues filmes, como BUSCA FRENÉTICA e LUA DE FEL. A maturidade lhe trouxe mais estofo como atriz, mas ainda não atingiu o status de primeira linha do cinema francês.

Eva Green tem mais prestígio, em face de frequentar cineastas como Bertolucci (OS SONHADORES) e Tim Burton (O LAR DAS CRIANÇAS PECULIARES). Mas também busca alçar vôos mais altos.

O filme ainda perdeu boas linhas de desenvolvimento, como o ciúme do marido da escritora que somenta admirava escritores americanos e a atração entre as duas mulheres.

BASEADO EM FATOS REAIS teve uma recepção fria da crítica internacional que, com razão, achou o tal “twist” do roteiro difícil de ser aceito por algum espectador.

Polanski, aos seus 85 anos, está longe do cineasta inquieto de A REPULSA AO SEXO ou A DANÇA DOS VAMPIROS.

 

D’APRÉS UNE HISTOIRE VRAIS, by Roman Polanski (2017), has, from my perspective, two initial obstacles: I do not subscribe among the fans of the filmmaker and the big twist of the film has already seemed obvious since the trailler shown in theaters more than two years ago.

However, the development of the script – written by Olivier Assayas and Polanski himself – and the charm of the actresses Emmanuelle Seigner and Eva Green can capture the attention of the viewer despite the problems.

A writer with an emotional block to make her next book (an increasingly constant subject in the cinema), pressed by her boyfriend, her publisher, depressed by her children’s absence and lonely, sees in her life a powerful and possessive woman full of ideas for life and your literature.

Emmanuelle Seigner has never been an internationally acclaimed actress for her talent, since her husband Polanski went on to cast her in several of his films, such as FRANTIC and BITTERMOON. The maturity has brought her more stuff as an actress, but she has not yet reached the status of the first line of French cinema.

Eva Green has more prestige, in face of working with filmmakers like Bertolucci (THE DREAMERS) and Tim Burton (THE LAR OF THE PECULIAR CHILDREN). But she also seeks to raise higher flights.

The film still has lost good lines of development, as the jealousy of the husband of the writer who admits only admire American writers and the attraction between the two women.

D’APRÉS UNE HISTOIRE VRAIS had a cold reception from international critics who found the script twist difficult to be accepted by some viewer.

Polanski, at the age of 85, is far from the restless filmmaker of REPULSION or DANCE OF THE VAMPIRES.