CHAPPAQUIDDICK (2017), de John Curran é a recriação do episódio que liquidou a pretensão do Senador Ted Kennedy de ser eleito Presidente dos Estados Unidos. Em um final de semana de 1969, ele sofreu um acidente de carro em que faleceu a secretária da campanha presidencial de seu irmão Bob Kennedy, Mary Jo Kopechne (Kate Mara).

Os fatos são narrados em tom semi documental, a partir da figura de Ted Kennedy, muito bem interpretado por Jason Clarke, secundado por ótimos atores, como Bruce Dern (o Patriarca Joseph Kennedy), Ed Helms(Joseph Gargan), Clancy Brown (Robert McNamara), e Jim Gaffigan (Paul Markham).

O poder da Família Kennedy e sua inegável influência política são mostrados em alternância com as investigações da imprensa e das autoridades sobre fatos em que as tentativas de abafar o caso se mostravam, a cada momento, insuficientes e desastradas.

Quanto mais se fazia para encobrir o assunto, maior volume ele tomava. Como é comum nas produções do gênero, são impecáveis as recriações de época, seja nas ambientações, seja nos pronunciamentos históricos que resultaram no fim das pretensões presidenciais de Ted Kennedy.

Se o filme fica devendo como drama político, vale como registro histórico de um episódio relevante da política americana.

 

CHAPPAQUIDDICK (2017), by John Curran is the re-creation of the episode that liquidated Senator Ted Kennedy’s claim to be elected President of the United States. On a weekend of 1969, he suffered a car accident in which died the secretary of the presidential campaign of his brother Bob Kennedy, Mary Jo Kopechne (Kate Mara).

The story is narrated in a semi-documentary tone. The figure of Ted Kennedy, very well played by Jason Clarke is backed up by great actors such as Bruce Dern (Patriarch Joseph Kennedy), Ed Helms (Joseph Gargan), Clancy Brown McNamara), and Jim Gaffigan (Paul Markham).

The power of the Kennedy Family and its undeniable political influence are shown in alternation with press and government investigations into events in which attempts to stifle the case were, at all times, insufficient and disastrous.

The more they did to cover up the problem, the more volume it took. As is common in productions of this genre, period re-creations are impeccable, whether in the ambiance or in the historical pronouncements that have resulted in the end of Ted Kennedy’s presidential pretensions.

Whether the film owes itself as a political drama, is worth as a historical record of a relevant episode of American politics.