DESEJO DE MATAR(2018), de Eli Roth é a refilmagem do filme de mesmo título que Michael Winner fez em 1974, estrelado por Charles Bronson e que de tão ruim e reacionário gerou uma franquia sobre Paul Kersey, o arquiteto que sai matando bandidos pela noite como forma de vingar seus familiares assassinados.

Quarenta e quatro anos depois, Bruce Willis assume o protagonismo, agora como um cirurgião de Chicago que vê sua família dizimada por uma gang de assaltantes e resolve se tornar um vigilante na noite matando a esmo.

No elenco, a sumida Elisabeth Shue (indicada ao oscar de Melhor Atriz por Despedida em Las Vegas), Vincent D’Onnofrio (da série O DEMOLIDOR), Dean Norris (BREAKING BAD e UNDER THE DOME), Camila Morrone e Kimberley Elise (JOHN Q.)

O problema é que nenhum elenco pode dar jeito em uma história para lá de torta na tentativa de justificar a justiça feita pelas próprias mãos, ainda mais com cenas de tortura e violência explícita a cargo do péssimo diretor Eli Roth.

A conclusão é que ele quase conseguiu, em sua refilmagem, apesar de ter muito mais recursos, fazer um filme pior que o primeiro, que era bem ruinzinho. Claro que Bruce Willis, mesmo estando no filme só para faturar algum, é muito melhor que Charles Bronson.  Mas os dois filmes não saem da vala comum dos descartáveis.

 

DEATH WISH, by Eli Roth (2018) is the remake of the film with the same title that Michael Winner did in 1974, starring Charles Bronson, that as bad and reactionary, created a franchise over Paul Kersey, the architect who goes out killing bandits at night as a way to avenge his murdered wife and daughter.

Forty-four years later, Bruce Willis takes the lead, now as a Chicago surgeon, who sees his family decimated by a gang of assailants and decides to become a vigilante on the night killing at random.

In the cast, Elisabeth Shue (nominated for Oscar for Best Actress for Leaving Las Vegas), Vincent D’Onnofrio (DAREDEVIL), Dean Norris (BREAKING BAD and UNDER THE DOME), Camila Morrone and Kimberley Elise (JOHN Q.)

The problem is that no cast can give way to a story beyond any reason in an attempt to justify the justice done by own hands, even more with scenes of torture and explicit violence by the poor director Eli Roth.

The conclusion is that he almost managed, in his re-shoot, despite having much more resources, to make a movie worse than the first one, which was very shabby. Of course, Bruce Willis, even though he’s in the movie just to earn some money, is way better than Charles Bronson. But the two films do not leave the common pit of disposable.