THE CHILDREN ACT, de Richard Eyre é um drama inglês pesado sobre uma juíza que tem que decidir um pedido de um hospital sobre a negativa de pais de um adolescente com leucemia (Fionn Whitehead) para ele receber uma transfusão de sangue que pode salvar sua vida.

Os pais e o menino são Testemunhas de Jeová e acreditam que a transfusão de sangue é um método anti natural que vai contra seus princípios religiosos, sendo inaceitável.

O menino está prestes a completar dezoito anos, idade a partir da qual esta decisão passa a ser somente dele, independendo dos pais.

Em meio a tudo isto, a Juíza Fiona Maye (brilhantemente vivida por Emma Thompson) está em meio à maior crise de seu longo casamento com o professor universitário Jack Maye (mais um personagem notável criado pro Stanley Tucci), que lhe cobra mais dedicação ao casamento competamente peterido pela absoluta entrega dela à profissão.

O charme e as nuances interpretativas dos dois atores garante o interesse permanente do filme que é baseado em um aplaudido livro do autor Ian McEwan (Autor do excelente DESEJO E REPARAÇÃOATONEMENT).

O Diretor Richard Eyre tem em seu currículo ótimos filmes, como IRIS e NOTAS DE UM ESCÂNDALO.

THE CHILDREN ACT tem muitos elementos excelentes. A história coloca um dilema muito interessante para a decisão da protagonista. Para mim, a solução rápida do problema e a extensão da história com os fatos posteriores retirou força da ideia central, drenando energia do filme.

Também achei que os personagens dos pais do menino (Ben Chaplin e Eilen Walsh) foram pouco aprofundados.

De qualquer sorte, THE CHILDREN ACT logra ser um drama forte, comovente e que deixa muitas ideias para serem refletidas pelo espectador, atingindo, pois, seus objetivos artísticos.

 

THE CHILDREN ACT, by Richard Eyre is a strong English drama about a judge who has to decide a hospital request about the refusal of parents of a leukemia teenager (Fionn Whitehead) to receive a blood transfusion that can save his life .

The parents and the boy are Jehovah’s Witnesses and believe that blood transfusion is an anti-natural method that goes against their religious principles and is unacceptable.

The boy is about to turn eighteen, the age from which this decision becomes his alone, independent of the parents.

In the midst of all this, Judge Fiona Maye (brilliantly lived by Emma Thompson) is in the midst of the greatest crisis of her long marriage to university professor Jack Maye (another notable character created for Stanley Tucci), who charges her with more dedication to marriage completely left by her absolute dedication to the profession.

The charm and interpretive nuances of the two actors ensure the permanent interest of the film which is based on an applauded book by author Ian McEwan (Author of excellent ATONEMENT).

Director Richard Eyre has in his resume great films, like IRIS and NOTES OF A SCANDAL.

THE CHILDREN ACT has many excellent elements. The story poses a very interesting dilemma for the decision of the protagonist. For me, the quick fix of the problem and the extension of the story with the later facts removed force from the central idea, draining energy from the film.

I also found that the characters of the boy’s parents (Ben Chaplin and Eilen Walsh) were little in depth.

Anyway, THE CHILDREN ACT succeeds in being a strong, moving drama that leaves many ideas to be reflected by the viewer, thus achieving their artistic goals.