LIZZIE: Filme Sobre Caso Real Traz Personagens Femininas Sofridas como a História

LIZZIE, de Craig William MacNeill narra a história da vida e do julgamento de Lizzie Borden, uma jovem americana que ficou famosa em 1892, por ter assassinado brutalmente o pai e a madrasta, depois de anos de abusos frequentes. Está em exibição no NOW e no Itunes.

O filme foca o período imediatamente anterior aos assassinatos e os abusos frequentes que Lizzie Borden sofria dentro de casa de um pai autoritário, violento, manipulador e infiel, agravados pela epilepsia que trazia grande sofrimento à protagonista da história.

Apenas para exemplificar, a casa dos Borden não tinha iluminação elétrica, embora já tivesse sido inventada, apenas porque o patriarca não acreditava na invenção de Thomas Edison.

A situação ainda se agrava quando vai trabalhar com os Borden, uma jovem empregada chamada Bridget Sullivan, que se afeiçoa ao drama de Lizzie e passa a cultivar um carinho por ela que se transforma em afeto. Quando o patriarca tembém passa a abusar sexualmente da empregada, a situação familiar chega a um ponto insustentável.

A dupla de personagens centrais Lizzie e Bridget é brilhantemente interpretada por Chloe Sevigny (talvez em seu melhor papel) e Kristen Stewart (cada vez mais madura e distante da menina da série CREPÚSCULO). Elas conseguem translitir com prefeição a profunda angústia do clima opressivo em que viviam, sendo notáveis os olhares silenciosos e expressivos que trocam a partir de seu relacionamento.

O patriarca abusivo é vivido por Jamey Sheridan (de SULLY e SPOTLIGHT), um daqueles atores que se caracteriza por bons trabalhos como coadjuvante. ainda estão no elenco, outros dois ótimos nomes, a irlandesa Fiona Shaw e Denis O’Hare(de TRUE BLOOD, MILK e CLUBE DE COMPRAS DALLAS).

LIZZIE é um filme muito pesado, repleto de cenas impactantes, violentas e quase insuportáveis de se assistir. Mas tudo está perfeitamente integrado em uma história de violência moral e física impressionantes. Como é baseado em um caso real, ganha ainda mais força e realismo, impactando profundamente o espectador.

Longe de ser um filme fácil ou agradável, LIZZIE merece ser visto, pela competência de sua realização, pela força de sua história e pelas reflexões que deixa sobre o tratamento desigual e preconceituoso que as mulheres recebiam na época e seguem recebendo nos dias atuais.

LIZZIE, by Craig William MacNeill, tells the story of the life and judgment of Lizzie Borden, a young American who became famous in 1892 for brutally murdering her father and stepmother after years of frequent abuse. It is currently running on both NOW and iTunes.

The film focuses on the period immediately prior to the murders and frequent abuses that Lizzie Borden suffered inside the home, of an authoritarian, violent, manipulative and unfaithful father, aggravated by epilepsy that brought great suffering to the protagonist of the story.

Just to give an example, the Borden house had no electric lighting, although it had already been invented, just because the patriarch did not believe in the invention of Thomas Edison.

The situation is further aggravated when goes to work with the Borden, a young maid named Bridget Sullivan, who takes a liking to Lizzie’s drama and cultivates a love for her that turns into affection. When the patriarch also sexually abuses the maid, the family situation reaches an unsustainable point.

The central pair characters Lizzie and Bridget are brilliantly played by Chloe Sevigny (perhaps in her best role) and Kristen Stewart (increasingly mature and distant from the TWILIGHT girl series). They are able to translate the deep anguish of the oppressive climate in which they lived, with the silent and expressive looks they exchange in their relationship.

The abusive patriarch is lived by Jamey Sheridan (of SULLY and SPOTLIGHT), one of those actors who is characterized by good works in supporting roles. Two other great names of the cast are the Irish Fiona Shaw and Denis O’Hare (from TRUE BLOOD, MILK and DALLAS BUYER’S CLUB).

LIZZIE is a very hard movie, full of shocking, violent and almost unbearable scenes to watch. But everything is perfectly integrated into a history of striking moral and physical violence. As it is based on a real case, it gains even more strength and realism, deeply impacting the viewer.

Far from being an easy or enjoyable film, LIZZIE deserves to be seen, for the competence of its accomplishment, for the strength of its history and for the reflections that it leaves on the unequal and prejudiced treatment that women received at the time and continue receiving in the current days.

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