AMIGOS PARA SEMPRE, do cineasta americano Neil Burger (da série BILLIONS e do ótimo O ILUSIONISTA) é a terceira versão para o cinema da história real do marginal contratado – quase ao acaso – para ser o cuidador de um bilionário paraplégico e desiludido da vida.

O filme francês INTOCÁVEIS, de Olivier Nakache, com François Cluzet e Omar Sy e o argentino INSEPARÁVEIS, de Marcos Carnevale, com Oscar Martinez e Rodrigo de la Serna são as duas primeiras vezes que o cinema narrou esta fábula moderna.

Havia o receio de que AMIGOS PARA SEMPRE fosse mais do mesmo. O talentoso jovem cineasta Burger teve seu primeiro grande acerto na escolha do elenco. Bryan Cranston (Ator Principal da série BAKING BAD e astro na Broadway de REDE DE INTRIGAS), um dos melhores atores da atualidade se encarregou de viver o triste e deprimido milionário Philip Laçasse. Kevin Hart, um ator americano cômico de carreira irregular faz seu melhor trabalho até hoje como o debochado e agressivo ex-condenado Dell Scott. Nicole Kidman empresta a categoria de sempre como a assistente Yvone Pendleton. Aja Naomi King como a ex-esposa de Dell, Julianna Margulies (sempre interessante) e Tate Donovan completam o elenco.

Inserido no gênero comédia dramática, tão ao gosto do atual cinema americano, AMIGOS PARA SEMPRE tem muito êxito em alternar vários momentos cômicos realmente engraçados com cenas dramáticas muito profundas. Ao mesmo tempo, destila sua ironia sobre hábitos e vícios da vida moderna na upper class novaiorquina.

Outro ponto do filme enfocado de modo bastante interessante é o grave desnível social e econômico existente em nosso mundo, mesmo em um país de primeiro mundo.

Comparando com seus antecessores, AMIGOS PARA SEMPRE vence no humor mas perde para a versão francesa em sua dramaticidade. Mesmo assim, surpreende pelos acertos de sua narrativa, bem maiores que os poucos desacertos cometidos.

Recomenda-se com facilidade ver AMIGOS PARA SEMPRE. Com certeza o espectador terá grande prazer e duas horas de entretenimento de alto nível. De quebra, vai poder refletir sobre querelas do mundo atual. Não dá para pedir mais.

THE UPSIDE, by American filmmaker Neil Burger (from the BILLIONS series and the great movie THE ILLUSIONIST) is the third movie version of the real story of the marginal hired- almost by accident – to be the caretaker of a paraplegic and disillusioned billionaire.

Olivier Nakache’s French film UNTOUCHABLES with François Cluzet and Omar Sy and the Argentinean INSEPARABLES, by Marcos Carnevale with Oscar Martinez and Rodrigo de la Serna are the first two times that the cinema has narrated this modern fable.

There was a fear that THE UPSIDE would be more of the same. The talented young filmmaker Burger had his first big hit in the casting. Bryan Cranston (BAKING BAD Main Actor and Broadway star of NETWORK), one of the best actors nowadays was in charge of living the sad and depressed millionaire Philip Laçasse. Kevin Hart, an erratic American comic actor does his best work to date as the devious and aggressive ex-con Dell Scott. Nicole Kidman lends the category of always as assistant Yvone Pendleton. Aja Naomi King as Dell’s ex-wife, Julianna Margulies (always interesting) and Tate Donovan complete the cast.

Embedded in the genre of dramatic comedy, so to the liking of today’s American cinema, THE UPSIDE is very successful in alternating several really funny comic moments with very deep dramatic scenes. At the same time, it distills its irony about habits and vices of modern life in the New York upper class.

Another point of the film focused quite interestingly is the serious social and economic gap existing in our world, even in a first world country.

Comparing with his predecessors, THE UPSIDE wins in the comic scenes but loses to the French version in its drama. Even so, it surprises by the correctness of its narrative, much bigger than the few mistakes made.

It is recommended to easily see THE UPSIDE. Surely the viewer will have great pleasure and two hours of high level entertainment. Besides that, it will be able to reflect on quarrels of the present world. You can not ask for more.