BOSCH, a série original da AMAZON PRIME VIDEO chega a sua quinta temporada no auge de sua forma. Ainda bem que já anunciaram a sexat temporada. Os episódios narrando os casos do veterano detetive de Los angeles Hyeronimus Bosch, baseados nos livros policiais de Michael Connelly estão cada vez melhores, mais maduros e cinematograficamente brilhantes.

O filme policial e seus heróis (ou anti-heróis) têm regras próprias. O código de conduta, os valores, a proximidade com os westerns (os policiais parecem muitas vezes “cowboys”, inclusive na coragem e forma com que se arriscam), coisas muito caras ao fãs do gênero, elementos que Michael Connelly sabe explorar muito bem nas histórias de Harry Bosch.

Bosch é um detetive “old school”. Atropela quem quer que se interponha em suas investigações em busca do que ele acredita sejam a verdade e a justiça. Não hesita em quebrar regras ou matar vilões, desde que isto esteja de acordo com seu código de ética. “Jamais plantei uma prova”, diz orgulhoso à filha, quando acusado por uma Promotora que foi sua ex-namorada e guarda rancores intermináveis. Ele odeia políticos e políticas internas do Departamento. Seu único objetivo é resolver crimes. Muitas vezes ele lembra os clássicos P.I.s do cinema e da literatura como Phillip Marlowe e Sam Spade.

Nesta quinta temporada houve vários “upgrades” na série. O maior deles foi estabelecer mais de seis linhas de histórias paralelas, todas bem interessantes. Há o caso central da quadrilha de remédios controlados, onde Bosch se infiltra; tem o caso reaberto onde a Promotoria acusa Bosch de plantar evidências para condenar um assassino que está há 22 anos na cadeia; tem a dupla de policiais veteranos a quem se quer impor a aposentadoria em face de um acidente de carro; tem o trabalho da filha Maddie na Promotoria, onde ele fica frente a frente com o dilema de ajudar o pai ou preservar seus valores; tem o caso da morte do informante de Edgar, parceiro de Bosch; tem as dúvidas da Tenente sobre o possível fechamento da Delegacia de Hollywood por razões de custo x benefício; e tem a melhor história de todas que é o relacionamento de Bosch com sua filha, agora uma linda universitária cheia de sonhos e medos.

Não há um minuto de sossego nos dez episódios desta quinta temporada. Pode ser facilmente escolhida como a melhor de todas. Para melhorar ainda mais, a direção escolheu abrir o primeiro episódio com um “flash forward”onde se mostra Bosch sob a mira de um dos vilões. A narrativa volta no tempo e, por oito capítulos você fica sob a mira daquela arma, querendo saber como o herói vai sair dali.

O elenco de BOSCH é primoroso. Titus Welliver está tão bem como BOSCH que passou a ser difícil imaginá-lo em outro papel. Madisson Lintz dá um show como Maddie a filha órfã apaixonada pelo pai mas cheia de dúvidas quanto ao comportamento dele. Amy Aquino, a Tenente que comanda sua Delegacia dividida entre seus princípios de proteção à equipe e o dever de lealdade a seus superiores. Jamie Hector, como o jovem parceiro de BOSCH, cada vez mais enfronhado nos meandros das investigações. Lance Reddick, como o Chefe de Polícia cheio de mistérios e segredos. Os coadjuvantes são impecáveis, parecendo policiais reais de uma delegacia.

Quando se fala que a possibilidade de contar histórias mais longas e mais profundas em séries de streaming (que ganharam recursos, roteiristas e atores de primeira linha nos últimos anos), BOSCH deve ser citada como uma produção original nota dez. Ela faz cinco anos sem qualquer sinal de cansaço e fazendo o espectador querer muitas outras temporadas do detetive BOSCH.

BOSCH, AMAZON PRIME VIDEO‘s original series arrives in its fifth season at the height of its form. Thankfully they already announced the sixth season. The episodes chronicling the cases of veteran Los Angeles detective Hieronimus Bosch, based on Michael Connelly‘s cop books, are increasingly better, more mature and cinematically brilliant.

The cop thriller and its heroes (or anti-heroes) have their own rules. The code of conduct, values, closeness to westerns (cops often look like cowboys, including their courage and the way they risk everything), things that are very dear to fans of the genre, elements that Michael Connelly knows how to exploit very well in Harry Bosch‘s stories.

Bosch is an old school detective. Trouble anyone who stands in his investigations in search of what he believes to be truth and justice. Do not hesitate to break rules or kill villains, as long as this is in accordance with his ethics code. “I never planted evidence,” he says proudly to his daughter, when accused by a D.A. Assistant who was his ex-girlfriend and keeps endless grudges. He hates internal politics and politics of the Department. His sole purpose is to solve crimes. He often recalls the classic P.I.s of cinema and literature such as Phillip Marlowe and Sam Spade.

This fifth season saw several upgrades in the series. The biggest of them was to establish more than six lines of parallel stories, all very interesting. There is the central case of the controlled drug gang, where Bosch infiltrates; the old case that has been reopened where the prosecution accuses Bosch of planting evidence to convict a murderer who has been in jail for 22 years; the pair of veteran policemen to whom the bosses want to impose retirement in the face of a car accident; it has the work of his daughter Maddie in the Prosecutor’s Office, where she faces the dilemma of helping his father or preserving her values; it has the case of the death of the informant of Edgar, partner of Bosch; there is the Lieutenant’s doubts about the possible closure of the Hollywood Police Station for cost-benefit reasons; and it has the best story of all that is the relationship of Bosch with his daughter, now a beautiful college student full of dreams and fears.

There is not a minute of quiet or boredoom in the ten episodes of this fifth season. It can be easily chosen as the best of all. To further improve, the direction chose to open the first episode with a flash forward where Bosch is shown under the target of one of the villains. The narrative comes back in time, and for eight chapters you are under the scope of that weapon, wondering how the hero will get out of there.

The cast of BOSCH is exquisite. Titus Welliver is as well as BOSCH that it has become difficult to imagine him in another role. Madisson Lintz gives a show like Maddie the orphaned daughter who is passionate about her father but full of doubts about his behavior. Amy Aquino, the Lieutenant who runs her police station divided between her principles of protection to the team and the duty of loyalty to her superiors. Jamie Hector, as the young partner of BOSCH, increasingly fraught with the intricacies of the investigations. Lance Reddick, as the Chief of Police filled with secrets and mysteries. The supporting cast actors are impeccable, looking like real police officers at a police station.

When talking about the possibility of telling deeper stories in streaming series (which have gained resources, writers and first-rate actors in recent years), BOSCH should be cited as an original production grade ten. It did five years without any sign of fatigue and making the viewer want many more seasons of Detective BOSCH.