GUERRA FRIA: Um Filme Polonês Lento, Apaixonado e Magnético

GUERRA FRIA, de Pawel Pawilikowski é um filme apaixonado sobre uma história de amor que resiste ao tempo, à ditadura e a todos os obstáculos possíveis que se colocam para dois apiaxonados.

A história de amor entre Zula e Wiktor, dois poloneses que se apaixonam em meio à Guerra Fria e aos anos dourados da Cortina de Ferro é mostrada em profundidade pelo cineasta polonês Pawilikowski, formado em literatura e filosofia e pós-graduado em Oxford em literatura alemã.

Os dois amantes são frequentemente atropelados pelas razões de estado, em um período onde o bem do estado estava muito acima dos desejos e direitos individuais. Múltiplas separações, desencontros, brigas, outros relacionamentos e afastamentos insuportáveis permeiam as décadas enfocadas pela narrativa.

Mas a cada reencontro, o amor sentido pelos dois volta com força total, como se estivessem se vendo sem interrupções.

Dois destaques principais no filme: a extraordinária fotografia em preto e branco feita por Lukasz Zal (diretor de fotografia de IDA e COM AMOR VAN GOGH), relembrando como um filme em preto e branco pode atingir uma beleza visual superlativa; e a trilha sonora riquíssima que tem da Internacional Socialista a Rock Around the Clock, com Bill Halley.

O duo central de atores vivem os personagens com um realismo poucas vezes visto, passando pelas transformações físicas e emocionais com maestria. Joanna Kulig e Tomasz Kot estão nada menos que perfeitos.

François Truffaut, o mestre, durante o lançamento de seu filme A MULHER DO LADO, com Fanny Ardant e Gerard Depardieu, disse que não há nada mais emotivo que uma história de amor que não deu certo. GUERRA FRIA ousa desafiar a máxima de Truffaut. Um sopro de esperança vindo da Polônia em um filme magnético para dizer o mínimo.

Paul Pawilikowski’s COLD WAR is a passionate film about a love story that resists time, dictatorship and all the possible obstacles that arise for two lovers.

The love story between Zula and Wiktor, two Polish young artists who fall in love in the midst of the Cold War and the golden years of the Iron Curtain is shown in depth by Polish filmmaker Pawilikowski, a graduate in literature and philosophy, and a post graduate student in Oxford in German literature.

The two lovers are often run over for reasons of state, in a period where the good of the state was far above personal desires and rights. Multiple separations, mismatches, fights, other relationships, and unbearable departures permeate narrative-focused decades.

But with each reunion, the love felt by the two returned with full force, as if they were seeing each other without interruptions.

Two main highlights in the film: the extraordinary black and white cinematography by Lukasz Zal (director of cinematography for IDA and WITH LOVE, VAN GOGH), remembering of how a black and white film can achieve superlative visual beauty; and the rich soundtrack from the International Socialist to Rock Around the Clock with Bill Halley.

The central duo of actors live the characters with a realism rarely seen, going through physical and emotional transformations with mastery. Joanna Kulig and Tomasz Kot are no less than perfect.

François Truffaut, the master, during the release of his film LA FEMME A COTÊ (THE WOMAN ON THE SIDE), with Fanny Ardant and Gerard Depardieu, said that there is nothing more emotional than a love story that did not work. COLD WAR dares defy Truffaut’s maxim. A breath of hope from Poland in a magnetic film to say the least.

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