CALMARIA: Poderia Ter Sido um Excelente Filme Noir

CALMARIA, de Steven Knight (cineasta inglês de PEAKY BLINDERS e COISAS BELAS E SUJAS) inciai como uma fulgurante releitura dos clássicos filmes noir do cinema, prometendo ser uma grande história. Tem o anti-herói (um veterano da Guerra do Iraque que fugiu do mundo se isolando em uma bela ilha onde virou pescador), mulheres fatais lindas e misteriosas (a quarentona rica que solicita favores sexuais mediante pagamento e a loira do passado que ressurge cheia de demandas), o parceiro idealista em pleno período de luto e um peixe gigante chamado Justiça que teima em desafiar o protagonista.

Poderia haver início mais interessante para um filme?

Ocorre que do meio para o fim, o diretor Knight e seus roteiristas pisaram na bola, criando uma história quase de ficção científica que perde interesse a cada cena, seja porque o final fica absolutamente previsível, seja porque a gente fica lamentando o que poderia ter sido e não foi.

O desperdício do excelente elenco também é algo a se lamentar muito. Matthew McConaughey é sempre um ator cujo trabalho se vê com atenção. Como o ex-mariner com a cabeça ruim está outra vez muito bem. anne Hathaway, linda como sempre luta contra falas sem sentido do roteiro mas consegue dar a sua personagem o ar misterioso e ambíguo necessários. Diane Lane exala sensualidade, embora sua personagem raramente deixa sua casa durante todo o filme. Djimon Hounsou, um dos melhores coadjuvantes da atualidade faz outro tipo pleno de atrativos. E Jason Clarke como o odioso vilão realmente consegue que o espectador deseja a morte dele a cada cena.

Um dos melhores filmes das últimas décadas é CORPOS ARDENTES, de Lawrence Kasdan, uma primorosa releitura dos clássicos noir. CALMARIA chegou a dar um gostinho de CORPOS ARDENTES em seu início. Pena que jogou fora qualquer chance na piração existencial e cibernética de seus autores. Poderia ter sido. Mas não foi.

SERENITY, by Steven Knight (Brittish filmmaker of PEAKY BLINDERS and DIRTY PRETTY THINGS) starts as a brilliant retelling of classic cinema noir films, promising to be a great story. There is the anti-hero (a veteran of the Iraq War who has fled the world isolating himself on a beautiful island where he became a fisherman for rental), beautiful and mysterious fateful women (the wealthy forty-year-old who asks for sexual favors for pay and the blonde of the past who reappears full of illegal demands), the idealistic partner in full mourning period and a giant fish called Justice that stubbornly defying the protagonist.

Could there be more interesting beginning to a movie?

It happens that from the middle to the end, Director Knight and his screenwriters have wrogfully kicked the bucket, creating an almost science fiction story that loses interest in each scene, either because the ending is absolutely predictable, or because we are lamenting the which could have been and was not.

The waste of the excellent cast is also something to be very sorry. Matthew McConaughey is always an actor whose work is watched with attention. As the ex-mariner with the bad head is again very well. Anne Hathaway, beautiful as ever, fighting against senseless lines of script but manages to give her character the necessary mysterious and ambiguous air. Diane Lane exudes sensuality, although her character rarely leaves her home throughout the film. Djimon Hounsou, one of the best coadjuvantes of today makes another type full of attractions. And Jason Clarke as the hateful villain really gets the viewer to want his death at every scene.

One of the best films of the last decades is BODY HEAT, by Lawrence Kasdan, an exquisite re-reading of the classics noir. SERENITY came to give a taste of BODY HEAT in its beginning. Too bad it threw away any chance in the existential and cybernetic piracy of its authors. It could have been. But it was not

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