TRÊS SEGUNDOS: Filme Russo Narra a Vitória do Time de Basquete da URSS sobre os EUA nos Jogos Olímpicos de Munique 1972

Em um vôo longo, escolher filmes desconhecidos para passar o tempo pode ser uma alternativa para combater o tédio. Em um recente vôo internacional, me deparei com o filme TRÊS SEGUNDOS (GOING VERTICAL), do cineasta russo Anton Mergedichev sobre a dramática vitória da Seleção Soviética de Basquete na Olimpíada de 1972, em Munique.

O atentado terrorista da Organização Setembro Negro contra atletas israelenses naquela Olimpíada entrou para a história como a nota principal do evento.

Mas no campo esportivo o fato mais memorável foi a primeira vitória de uma seleção de basquete que não a americana. A conquista da Seleção da U.R.S.S. teve toques dramáticos inesquecíveis e polêmicos, na mesma medida.

Houve três finais de jogo, em vista de haver três segundos faltando no relógio quando do primeiro final, com a vitória americana. No segundo final, onde outra vez prevaleceu a Seleção Americana, o cronômetro apresentou defeito. Em um terceiro e épico final, a Seleção soviética fez uma jogada incrível que terminou com a cesta do jogador Belov, selando o triunfo.

O filme de Mergedichev enfoca temas bastante atuais e interessantes, como a interferência do Governo nos esportes, a política nos Jogos Olímpicos e a formação de um time unido como única chance de vitória.

O problema é que tudo é feito de forma muito esquemática e plena de estereótipos, quase como em um telefilme padrão. Os bons são bons e os maus são maus, todos facilmente identificados.

Tirando este grave esquematismo do filme, a história sustenta o interesse do espectador. Ainda mais de quem gosta muito de basquete, este inacreditável e imprevisível esporte.

On a long flight, choosing unfamiliar movies to pass the time can be an alternative to combat boredom. On a recent international flight, I came across the film GOING VERTICAL, by Russian filmmaker Anton Mergedichev about the dramatic victory of the Soviet Basketball Team at the 1972 Munich Olympics.

The terrorist attack against Israeli athletes in that Olympics went down in history as the main note of the event.

But on the sports field the most memorable event was the first win of a basketball team other than the American. The achievement of the U.R.S.S. had dramatic touches unforgettable and controversial to the same extent.

There were three game finals, given that there were three seconds left on the clock when the first final, with the American victory. In the second final, where the American Team prevailed again, the stopwatch was defective. In a third and epic final, the Soviet team made an incredible play that ended with Belov’s basket sealing the win.

Mergedichev’s film focuses on current and interesting themes, such as government interference in sports, politics at the Olympics and the formation of a united team as the only chance for victory.

The problem is that everything is done in a very schematic and full of stereotypes, almost like in a standard telefilm. The good ones are good and the bad ones are bad, all easily identified.

Taking away this serious schematic of the film, the story sustains the interest of the viewer. Even more of those who love basketball, this incredible and unpredictable sport.

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