A VIDA DE DIANE: Mary Kay Place Faz um Tour de Force em Drama Rasgado e Sensível

A VIDA DE DIANE, de Kent Jones (o diretor do magnífico documentário TRUFFAUT/HITCHCOCK e co-roteirista do ótimo JIMMY P: TERAPIA INTENSIVA) é um drama daqueles de cortar os pulsos com uma colher enferrujada. Diane é uma mulher extremamente sofrida que na terceira iddade convive com a fase terminal de sua prima (vivida com maestria pela ótima Deirdre O’Connell) e com as recaídas de seu filho drogado (grande trabalho de Jake Lacy (MRS. SLOANE: ARMAS NA MESA e CAROL).

DIANE é Mary Kay Place, veterana atriz norte-americana Mary Kay Place (Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante e que tem no seu currículo grandes filmes como O REENCONTRO, QUERO SER JOHN MALKOVICH e UM SENHOR ESTAGIÁRIO). Aqui ela tem um desempenho excepcional, estando em cena praticamente 100% do filme. O sofrimento permanente dela e a resiliência com que enfrenta situações cada vez piores não a impedem de revelar um humanismo inafastável em todas as situações.

DIANE é voluntária em um abrigo que serve comida para pessoas sem teto, visita sua prima no hospital todos os dias e ainda dá um apoio (inclusive financeiro) para o filho drogado. Ela tem em sua vida uma grande culpa de ter fugido com o amor de sua vida deixando o filho pequeno para ser criado justamente pela prima agora adoentada.

O filme não alivia nas cenas dramáticas – seja no quarto do hospital, seja nas cenas passadas casa suja e descuidada do filho, uma mais difícil de se assistir que a outra, pela contundência de suas imagens.

Um pequeno oásis é a convivência de DIANE com seus amigos, em jantares e almoços sempre recheados de reclamações sobre a dificuldade da vida, mas plenos de empatia e humanidade. Como também têm as cenas no abrigo onde ela é voluntária.

DIANE é um filme duro, sem concessões e árido. Mas quem resistir até o final será recompensado por ter visto um belo trabalho cinematográfico do elenco e do diretor em contar uma história dramática ao extremo.

DIANE, by Kent Jones (the director of the magnificent documentary TRUFFAUT / HITCHCOCK and co-writer of the great JIMMY P) is a drama of those who cut the wrists with a rusted spoon. Diane is an extremely distressed woman who in the third part of her life lives with her cousin’s terminal stage (masterfully experienced by the great Deirdre O’Connell) and the relapses of her drugged son (great work by Jake Lacy of MRS SLOANE and CAROL).

DIANE is Mary Kay Place, veteran American actress (Emmy for Best Supporting Actress and who has in her resume great films like THE BIG CHILL, BEING JOHN MALKOVICH and THE INTERN). Here she has an exceptional performance, being practically 100% of the film in the scene. Her permanent suffering and the resilience with which she faces ever worse situations do not prevent her from revealing an unbreakable humanism in every situation.

DIANE volunteers in a shelter serving food for the homeless, visits her cousin in the hospital every day, and even gives support (including financial) to her drugged son. She has in her life a great guilt of having run away with the love of her life leaving her little son to be raised by the now sick cousin.

The film does not relieve the dramatic scenes – whether in the hospital room or in the scenes of the son’s dirty and neglected house, one that is harder to watch than the other for the force of his images.

A small oasis is the coexistence of DIANE with his friends, at dinners and lunches always filled with complaints about the difficulty of life, but full of empathy and humanity. As well as have the scenes in the shelter where she is volunteering.

DIANE is a hard and arid movie. But whoever resists to the end will be rewarded for having seen a fine cinematographic work of the cast and director in telling a dramatic story to the extreme.

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