VIDA: DUAS IRMÃS VOLTAM PARA CASA PARA LUTAR CONTRA TODA FORMA DE PRECONCEITO

O Canal STARZ (AMAZON PRIME VIDEO) tem feito produções originais de séries sempre calcadas em temáticas adultas fortes, de cunho social e histórico, com absoluta liberdade de criação para os roteiristas ousarem em cenas e contextos antigos ou modernos típicos dos canais fechados. SWEETBITTER, THE WHITE PRINCESS e POWER São exemplos disto.

VIDA conta a história de duas irmãs que são obrigadas a retornar para seu antigo bairro chicano de Los Angeles Oeste quando sua mãe morre e deixa um bar frequentada por minorias raciais e sexuais, estabelecido em uma espécie de condomínio em que vivem dezenas de pessoas economicamente desfavorecidas.

Embora localizada geograficamente na comunidade mexicana de Los Angeles, VIDA tem na universalidade e atualidade de seus temas o maior atrativo. Entre as sete mulheres que dirigiram episódios destas duas temporadas (outro aspecto notável), há uma brasileira (Grandja Monteiro), duas americanas, uma canadense, uma sul-coreana e duas mexicanas.

A irmã mais velha Emma é hoje uma executiva de sucesso em Chicago para quem esta situação é extremamente desconfortável e incomoda, motivo pelo qual ela quer resolver logo. A mais nova Lynn é uma menina sem emprego, sem dinheiro e sem rumo na vida, recém despachada pelo namorado que a sustentava. Vê na nova situação uma chance de se reequilibrar. A terceira personagem é a Eddy, a gerente do bar, a viúva da falecida, pessoa emotiva e com fortes laços naquela comunidade chicana LGBT. As três vão ter se entender e conviver até uma solução patrimonial definitiva.

Os três personagens são trazidos à telinha pela lindíssima atriz mexicana Melissa Barreira (DOS VECES TU e CLUB DE CUERVOS), pela americana Mishel Prada (FEAR THE WALKING DEAD) e pela californiana Ser Anzoategui (SHAMELESS). Suas brigas, convivências forçadas e entendimentos vão dar muita vida ao bar, significativamente rebatizado como VIDA, em homenagem à falecida mãe chamada Vidaria (Rose Portillo). ainda no elenco destaque para Chelsea Rendon (a revolucionária Mary) e Maria-Elena Laas (Cruz).

O empoderamento feminino – tema mais do que atual – preconceito, diversidade, machismo, opressão econômica, especulação imobiliária, xenofobia e sinscretismo religioso são temáticas que desfilam por VIDA trazendo cenas e diálogos bem contundentes, embora por vezes a série lembre mais uma novela que uma obra mais profunda e autoral.

Três destaques obrigatórios: a extrema plasticidade das cenas (a entrada do crédito com a palavra VIDA em cada episódio de forma muito criativa), o uso excepcional da trilha sonora latina (sempre fechando com o momento dos personagens) e a quantidade de cenas de sexo filmadas de forma praticamente explícita como vem ficando usual em séries de canais fechados. No primeiro episódio da segunda temporada, a personagem Lynn vai a uma orgia filmada de forma raramente vista em produções deste nível. Liberdade total.

VIDA, como dito acima, por vezes parece um novelão. Mas em muitas cenas – e devido à relevância de seus temas – consegue fugir do comum a agradar muito a seus espectadores.

The STARZ Channel has made original series productions based on strong adult themes, socially and historically, with absolute creative freedom for writers to dare in old or modern scenes and contexts typical of the closed channels. SWEETBITTER, THE WHITE PRINCESS and POWER are examples of this.

VIDA tells the story of two sisters who are forced to return to their former Los Angeles West neighborhood when their mother dies and leaves a pub frequented by racial and sexual minorities, set in a kind of condominium where dozens of economically disadvantaged people live.

Although located geographically in the Mexican community of Los Angeles, VIDA has in the universality and timeliness of its themes the greatest attraction. Among the seven women who directed episodes of these two seasons (another notable aspect), there is one Brazilian (Grandja Monteiro), two American, one Canadian, one South Korean and two Mexican.

Big Sister Emma is today a successful Chicago executive for whom this situation is extremely uncomfortable, which is why she wants to get it right. The youngest Lynn is a jobless girl with no money and no direction in life, newly dispatched by the boyfriend who supported her. She sees in the new situation a chance to rebalance herself. The third character is Eddy, the manager of the bar, the widow of the deceased, an emotional person with strong ties to that Mexican LGBT community in Western L.A.. The three will have to understand each other and live together until a definitive patrimonial solution.

The three characters are brought to the screen by the beautiful Mexican actress Melissa Barreira (DOS VECES TU and CLUB DE CUERVOS), the American Mishel Prada (FEAR THE WALKING DEAD) and the Californian Ser Anzoategui (SHAMELESS). Their fights, forced coexistence and understanding will give life to the bar, significantly renamed as LIFE, in honor of the late mother named Vidaria (Rose Portillo). Still in the cast featured prominently for Chelsea Rendon (the revolutionary Mary) and Maria-Elena Laas (Cross).

Women empowerment – a more than current theme – prejudice, diversity, misoginy, economic oppression, real estate speculation, xenophobia and religious sinscretism are themes that parade through VIDA bringing scenes and dialogues very forceful, although sometimes the series reminds one more a soap opera that a deeper and authorial work.

Three mandatory highlights: the extreme plasticity of the scenes (the credit entry with the word VIDA in each episode in a very creative way), the exceptional use of the Latin soundtrack (always closing with the moment of the characters) and the amount of sex scenes showed in a practically explicit way as it has become usual in series of pay channels. In the first episode of the second season, the character Lynn goes to an orgy filmed in a way rarely seen in productions of this level. Total freedom.

VIDA (LIFE), as said above, sometimes looks like a soap opera. But in many scenes – and due to the relevance of its themes – it manages to escape from the ordinary to please its viewers a lot.

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