CÓPIAS – DE VOLTA À VIDA, de Jeffrey Nachmanoff partiu de uma história de ficção científica confusa e descambou para uma melodrama mal costurado, mostrando mais uma vez a relevância ímpar de um roteiro bem escrito para sustentar um filme.

Um cientista trabalha em uma empresa de biotecnologia que está desenvolvendo a possibilidade de trazer de volta à vida o cérebro de animais (e futuramente pessoas) enquanto as funções cerebrais ainda estão ativas (logo após a morte física do corpo) sofre uma catástrofe em sua vida.

O que era um enredo para lá de duvidoso e confuso, além de cientificamente pouco verossímil, se torna um dramalhão quando, ao sair para um final de semana de descanso, o cientista se envolve em um acidente de automóvel em que morrem sua esposa, duas filhas e o filho. Ele, então, tem a ideia horrorosa de ressucitar sua família usando o método em desenvolvimento. Para piorar as coisas, o gestor da empresa em que ele trabalha se revela um vilão de filme de 007, chefiando um misterioso esquema paramilitar com fins bélicos (a criação de supersoldados).

Está feita uma confusão entre filme de ficção científica, terror, thriller de espionagem e dramalhão familiar. Como quase sempre, nestes casos, nada funciona e todos os filmes dentro do filme só fazem piorar a cada cena. Há ideias do roteiro simplesmente patéticas, a que o espectador fica vendo incrédulo, diante de tanta inconsistência.

Keanu Reeves – que tem bons trabalhos em sua carreira e vinha dos sucessos da franquia John Wick – naufraga gloriosamente. Fica evidente que ele não acredita em nada que o roteiro lhe faz recitar sem qualquer convicção. A sucessão de cenas ruins vai se agravando.

A jovem atriz inglesa Alice Eve (que tinha sido vista na pior série da MARVEL na NETFLIX, PUNHOS DE AÇO) não consegue deixar de naufragar no personagem da esposa, uma médica que fica o tempo todo fazendo olhares e expressões desconcertadas.

O diretor Jeffrey Nachmanoff foi o escritor do interessante O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, onde a mescla de ficção científica e drama familiar funcionou bastante bem. Mas foi Produtor de O TURISTA, um filme que, apesar de cenas belíssimas em Veneza e de Angelina Jolie no auge de sua beleza já trazia um história descabida.

Quando ele ressucita a família – e as cópias começam a apresentar problemas – as soluções do filme são tenebrosas pela falta de coerência, imaginação e lógica. O corre-corre final, tiroteiros e perseguições de carro são apenas elementos artificais a mais, em um filme que iniciou mal e só fez piorar.

Jeffrey Nachmanoff‘s REPLICAS started from a confused science fiction story and bounced into a poorly tailored melodrama, again showing the unique relevance of a well-written screenplay to support a film.

A scientist that works in a biotechnology company that is developing the possibility of bringing the brains of animals (and eventually people) back to life while brain functions are still active (shortly after the body’s physical death) has a disaster in his life.

What was a plot mixed beyond doubtful and confusing, and scientifically unlikely, becomes a drama when leaving for a weekend of rest, the scientist engages in a car accident in which his wife, two daughters and son die. He then has the awful idea of ​​resurrecting his family using the method in development. To make things worse, the manager of the company he works turns out to be a movie villain of 007, leading a mysterious paramilitary scheme for war purposes (the creation of super soldiers).

There is a confusion between science fiction film, horror, espionage thriller and family drama. As almost always, in these cases, nothing works and all the movies within the movie only make it worse for each scene. There are simply pathetic ideas in the script, which the viewer sees incredulous in the face of such inconsistency.

Keanu Reeves – who has good work in his career and came from the successes of the John Wick franchise – is gloriously wrecked. It is evident that he does not believe in anything that the script makes him recite without any conviction. The succession of bad scenes is getting worse.

The young English actress Alice Eve (who had been seen in the worst series of MARVEL on NETFLIX, IRON FIST) can not help wrecking the character of his wife, a doctor who all the time making disconcerted looks and expressions.

Director Jeffrey Nachmanoff was the writer of the interesting THE DAY AFTER TOMORROW, where the blend of science fiction and family drama worked quite well. But it was Producer of THE TOURIST, a film that, despite beautiful scenes in Venice and Angelina Jolie at the height of its beauty already had an unfortunate story.

When he resurrects the family – and copies begin to present problems – the film’s solutions are gloomy for lack of coherence, imagination and logic. The final runaway, shootings and car chases are just more artifical elements in a movie that started badly and only made it worse.