DUPLA PERSONALIDADE: Filme Policial Psicológico Tropeça em Roteiro Careta e Ruim

DUPLA PERSONALIDADE (SEPARATED LIVES), de David Madden é um thriller ruim. Conta a história de uma psiquiatra que vem tendo apagões e contrata um aluno ex-policial para segui-la e ver o que está acontecendo. Logo na primeira noite, ele vê que ela tem uma segunda personalidade libertina que sai pela noite para estripulias alcoólicas e sexuais.

Linda Hamilton – que no ano em que o filme foi feito 1995 – estava no auge de seu sucesso depois de EXTERMINADOR DO FUTURO 1 e 2 e foi alçada a protagonista, vivendo a dividida personagem central. Jim Belushi, uma ator com altos e baixos faz o ex-tira que vira detetive particular.

Se o ponto de partida do roteiro já era de gosto duvidoso e preconceituoso (os normais e os libertinos), a história familiar que causou o trauma psicológico e originou a divisão de personalidade da personagem é ainda mais moralista e ridículo.

O cinema tem ótimos filmes centrados em traumas infantis gerando distúrbios emocionais, como MARNIE – CONFISSÕES DE UMA LADRA, do Mestre Alfred Hitchcock ou AS DUAS FACES DE UM CRIME, de Gregory Hoblit, com Richard Gere, Laura Linney e Edward Norton (que tem uma antológica cena de tribunal em que a segunda personalidade vem à tona).

Este DUPLA PERSONALIDADE fica bem longe desta lista. Trata-se de um filme fraco, mal concebido, pessimamente escrito e que em nenhum momento consegue gerar o suspense que pretende, com soluções óbvias e mal feitas.

Um filme para se passar longe.

David Madden‘s SEPARATED LIVES is a bad thriller. It tells the story of a psychiatrist who has been taking blackouts and hires an ex-police student to follow her and see what’s happening. On the first night he sees that she has a second libertine personality that goes out at night for alcoholic and sexual parties.

Linda Hamilton – who in the year the film was made 1995 – was at the peak of her success after TERMINATOR 1 and 2 and was raised the protagonist, living the divided central character. Jim Belushi, an actor with ups and downs makes the former cop turned private detective.

If the script’s starting point was already of doubtful and prejudiced taste (the normal and the libertine), the family history that caused the psychological trauma and originated the character’s personality split is even more moralistic and ridiculous.

Cinema has great films focusing on children’s traumas generating emotional disturbances, such as Master Alfred Hitchcock‘s MARNIE or Gregory Hoblit‘s PRIMAL FEAR, with Richard Gere, Laura Linney and Edward Norton (who has an anthological court scene in which the second personality comes up.)

This SEPARATED LIVES is very far from this list. It is a weak, ill-conceived, poorly written film that can never generate the intended suspense with obvious and ill-made solutions.

A movie to pass away.

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