CRIMES EM PRIMEIRO GRAU: Drama de Tribunal Discute os Prós e Contras da Hierarquia Militar

CRIMES EM PRIMEIRO GRAU, de Carl Franklin (cineasta californiano formado em Berkeley e responsável por alguns episódios de HOUSE OF CARDS e pelo agitado POR UM TRIZ, com Denzel Washington) é um belo drama de tribunal que centra sua atenção no julgamento de um ex-militar acusado de um massacre de civis e que muitos anos depois é preso e corre o risco da pena capital.

No banco da defesa estão sua esposa (uma advogada criminal que sequer sabia da vida passada do marido), um jovem advogado militar iniciante e um veterano advogado alcoólatra experimentado nas coisas da Justiça Militar.

Olhado agora, anos depois do filme (que é de 2002), se vê que um dos pontos altos do filme é seu elenco. A protagonista é uma jovem e linda Ashley Judd, defendendo com garra a personagem da mulher em dúvida sobre a inocência de seu amado. Morgan Freeman tem a categoria de sempre, compondo seu tradicional tipo humano e cheio de contradições. Jim Caviezel (PESSOAS DE INTERESSE) é outro que já mostrava seu alto nível de trabalho, cujo auge foi atingido no excelente A PAIXÃO DE CRISTO, de Mel Gibson. ainda no elenco Amanda Peet e o jovem Adam Scott.

Outro destaque é o roteiro que deixa a dúvida na cabeça do espectador sobre a inocência ou culpa do marido, drama que vai até a cena final, tendo o filme muitas pistas que propositadamente indicam um lado ou o outro.

A nota diferente do filme está no fato do julgamento ser em uma corte marcial militar. Suas rotinas, termos e procedimentos – bem diversos da justiça criminal comum – desoncertam a todo o tempo. Este fato já esteve presente no excepcional QUESTÃO DE HONRA, com Tom Cruise, Jack Nicholson e Demi Moore.

CRIMES EM PRIMEIRO GRAU ainda tem tempo para questionar com força e contundência a hierarquia militar. Até onde o cumprimento de uma ordem justifica que o militar faça algo contrário ao sentimento de justiça? Mais um gol em um filme de tribunal bem, acima da média e que pode tranquilamente ser visto ou revisto várias vezes.

HIGH CRIMES, by Carl Franklin (Berkeley-trained Californian filmmaker responsible for a few episodes of HOUSE OF CARDS and OUT OF TIME with Denzel Washington) is a beautiful court drama that focuses his attention on the trial of a former military man accused of a massacre of civilians and many years later arrested and is at risk of capital punishment.

In the defense bank are his wife (a criminal lawyer who didn’t even know about her husband’s past life), a young novice military lawyer and a veteran alcoholic lawyer experienced in military justice.

Looking now, years after the movie (which is from 2002), one of the highlights of the movie is its cast. The protagonist is a young and beautiful Ashley Judd, boldly defending the character of the woman in doubt about the innocence of her beloved. Morgan Freeman has the usual category, composing his traditional human type and full of contradictions. Jim Caviezel (PERSON OF INTEREST) ​​is another who already showed his high level of work, whose peak was reached in Mel Gibson‘s excellent PASSION OF CHRIST. Still in cast Amanda Peet and the young Adam Scott.

Another highlight is the script that leaves doubt in the viewer’s mind about the husband’s innocence or guilt, a drama that goes all the way to the final scene, with the film having many clues that purposefully indicate one side or the other.

The different note of the movie is that the trial is in a military martial court. Their routines, terms, and procedures — quite unlike ordinary criminal justice — are always disarming. This fact was already present in the exceptional A FEW GOOD MEN with Tom Cruise, Jack Nicholson and Demi Moore.

HIGH CRIMES still has time to forcefully and forcefully question the military hierarchy. How far does compliance with an order justify the military doing something contrary to the feeling of justice? One more goal in a well-above-average court film that can easily be seen or reviewed several times.

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