LUCE: Filme Obrigatório Sobre Racismo, Filhos, Educação e Preconceito Deixa Muitas Reflexões

LUCE, filme de 2019 dirigido pelo cineasta – também editor, roteirista, produtor e ator – nigeriano Julius Onah é um drama que basicamente se debruça sobre a educação dos filhos, mas coloca seu foco também sobre outras questões igualmente relevante da sociedade atual como preconceito, racismo, liberdade sexual, mídias sociais, inclusão e exclusão, diversidade, relações entre pais e filhos, adoção e por aí vai.

LUCE é uma das atrações de estréia da APPLE TV + neste final de semana.

Um casal branco de classe média alta adota um menino refugiado da Eritreia (África). Criado com todo amor e carinho, no último ano antes de ir para a universidade, apesar de ser um modelo de estudante e atleta, seu comportamento começa a deixar dúvidas nos pais e em uma professora negra sobre tendências para a violência, mentira e abusos sexuais.

A luta dos pais e da professora (até então encantada com seu melhor aluno) dão campo para o cineasta Onah focalizar o espaço entre a idealização, a dúvida (cruel e insidiosa) e a decepção ou a luta para reverter um quadro negativo.

LUCE, trabalho extraordinário do ator nascido em New Orleans Kelvin Harrison Jr. (25 anos e já ganhador de um prêmio de Rising Star no Festival de Newport Beach, visto em 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO, SHEPHERD, CSI: NEW ORLEANS e a nova e interessante série ALL RISE) traz um personagem cheio de ambiguidades. Seus discursos de formatura são emotivos, humanos e conciliatórioas, mas seu comportamento pode esconder uma raiva e violência, raras para um jovem com tantas condições, carinho e respeito entre seus pares, pais e professores.

O casal de pais adotivos é feito por uma dupla top de linha. A atriz inglesa Naomi Watts melhora filme a filme, desde A CIDADE DOS SONHOS, de David Lynch (trabalho excepcional), passando pelas séries GIPSY da NETFLIX e THE LOUDEST VOICE da SHOWTIME, já tendo dua sindicações ao Oscar de Melhor atriz (O IMPOSSÍVEL e 21 GRAMAS). O ator britânico Tim Roth é, sem dúvida, um dos melhores de sua geração. Tendo vivido o inesquecível vilão de ROB ROY (trabalho que lhe valeu um BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante, uma indicação ao Oscar e outra ao Globo de Ouro), Roth faz trabalhos fabulosos normalmente em filmes e personagens difíceis de construir, como nas séries TIN STAR, LIE TO ME e TWIN PEAKS O RETORNO, e filmes como PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA e OS OITO ODIADOS, de Quentin Tarantino.

Com eles está outra atriz negra extraordinária de hoje, a multipremiada Octavia Spencer, Oscar, Golden Globe e BAFTA de Melhor Atriz Coadjuvante em THE HELP, com 34 premiações internacionais em mais de 60 indicações. Spencer dá vida interior aos seus personagens, sabendo como poucas mostrar alegria, felicidade, angústia, dúvida e até desespero. A cena em que a polícia captura sua irmã drogada na escola é de cortar o coração.

LUCE, como deve ser um filme autoral, é muito incômodo. Até porque o cineasta não escolhe o caminho óbvio de vilanizar o protagonista, facilitando a vida do espectador. Sua obre não é de mocinhos e bandidos. Os personagens são pessoas normais cheias de dúvidas e problemas, sem saber como agir diante da possível culpa de LUCE, algo que é permanentemente tratado como possível mas não uma certeza.

Há meia dúzia de cenas e diálogos brilhantes em LUCE. Por tudo isto, por seu cast notável e pela atualidade de seus temas, é um filme obrigatório.

LUCE, a 2019 film directed by Nigerian filmmaker – also editor, screenwriter, producer and actor – Julius Onah is a superb drama that basically focuses on raising children, but also focuses on other equally relevant issues in today’s society. like prejudice, racism, sexual freedom, social media, inclusion and exclusion, diversity, parent-child relationships, refugees, adoption and so on.

LUCE is one of APPLE TV +‘s debut attractions this weekend.

An upper middle class white couple adopts a refugee boy from Eritrea (Africa). Raised with all the love and care in the last year before going to university, despite being a model student and athlete, his behavior begins to leave doubts in the adoptive parents and in a black teacher about trends toward violence, lies and sexual abuse. .

The struggle of parents and teacher (hitherto enchanted by his best student) provides the ground for filmmaker Onah to focus the space between idealization, doubt (cruel and insidious) and disappointment or the struggle to reverse a negative picture. .

LUCE, extraordinary work by New Orleans-born actor Kelvin Harrison Jr. (25 years old and already winning a Rising Star Award at the Newport Beach Festival, seen in 12 YEAR OF SLAVERY, SHEPHERD, CSI: NEW ORLEANS and interesting new ALL RISE series) features an ambiguous character. His graduation speeches are emotional, human and conciliatory, but his behavior can hide anger and violence, in a level rare for a young man with so many conditions, affection and respect among his peers, parents and teachers.

The foster couple is made up of a top of the line duo. British actress Naomi Watts improves film by film from David Lynch‘s MULHOLLAND DRIVE (outstanding work) to NETFLIX‘s GIPSY series and SHOWTIME‘s THE LOUDEST VOICE, having already won two Best Actress Oscar nominations (THE IMPOSSIBLE and 21 GRAMS). British actor Tim Roth is undoubtedly one of the best of his generation. Having lived the unforgettable ROB ROY villain (a work that earned him a Best Supporting Actor BAFTA, an Oscar, and a Golden Globe), Roth does fabulous work usually on hard-to-build films and characters, such as TIN STAR, LIE TO ME, and TWIN PEAKS THE RETURN, and films like Quentin Tarantino’s PULP FICTION and THE HATEFUL EIGHT.


With them is another extraordinary black actress of today, the award-winning Octavia Spencer, Oscar, Golden Globe and BAFTA for Best Supporting Actress in THE HELP, with 34 international awards in over 60 nominations. Spencer gives his characters inner life, knowing how few show joy, happiness, anguish, doubt and even despair. The scene where the police capture her drugged sister at school is heartbreaking.

LUCE, as it must be an authorial film, is very uncomfortable. Especially because the filmmaker does not choose the obvious path of villainizing the protagonist, making the spectator’s life easier. His work is not about good guys and bad guys. The characters are normal people full of doubts and problems, not knowing how to act in the face of possible LUCE guilt, something that is permanently treated as possible but not a certainty.

There are half a dozen brilliant scenes and dialogues in LUCE. For all this, for its remarkable cast and for the timeliness of its themes, it is an obligatory film.

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