E DEUS CRIOU A MULHER: BB Luminosa em Filme de Roger Vadim que Virou Clássico

O serviço de streaming BELAS ARTES A LA CARTE (www.belasartesalacarte.com.br) – em face da pandemia – liberou seu acervo gratuitamente até o dia 15 de abril de 2020. Ontem me cadastrei nele e vi E DEUS CRIOU A MULHER, que Roger Vadim fez no ano de 1956 e lançou para o estrelato a jovem parisiense Brigitte Bardot, então com 22 anos.

Bardot vive Juliete Hardy, uma desinibida órfã que vive com um casal na região portuária de Saint Tropez, apaixonada pelo irmão mais velho de outra família proprietária de um pequeno estaleiro local. Há também um milionário do jet set internacional (Curd Jurgens como Eric Carradine) que ambiciona comprar o estaleiro para fazer um hotel cassino na belíssima região litorânea. Juliete flerta com o irmão mais velho, Antoine Tardieu (Christian Marquand, ator francês que décadas depois apareceu em APOCALIPSE NOW) mas termina se casando com outro irmão, o tímido Michael Tardieu (um dos primeiros papeis do extraordinário ator francês Jean-Louis Trintignant de Z, O CONFORMISTA e LOVE).

O filme tem uma fotografia belíssima que explora a paisagem de Saint Tropez e tem uma trilha sonora de destaque que mistura os vários ritmos da moda na época, fazendo a exuberante Brigitte Bardot bailar em várias danças diferentes.

Inquestionavelmente, o mundo somente tem E DEUS CRIOU A MULHER como um filme acima da média graças à Bardot. Jovem, linda ao extremo, desinibida, energética, Bardot é o fio condutor da trama que vista hoje, 64 anos depois, parece ingênua demais. O filme dá um tratamento à figura feminina que hoje soa machista e misógino. BB frequentou o primeiro nível do estrelato mundial, fazendo filmes como O DESPREZO, VIVA MARIA e AS MULHERES, até abandonar o cinema e se dedicar à causa ambiental.

Só ver Brigitte Bardot fulgurante já vale a (re) visão de E DEUS CRIOU A MULHER.

The streaming service BELAS ARTES A LA CARTE (www.belasartesalacarte.com.br) – in the face of the pandemic – released its collection for free until April 15, 2020. Yesterday I signed up for it and saw AND GOD CREATED A WOMAN, which Roger Vadim made it in 1956 and launched the young Parisian Brigitte Bardot, then 22, to stardom.

Bardot lives Juliete Hardy, an uninhibited orphan who lives with a couple in the port region of Saint Tropez, in love with the older brother of another family who owns a small local shipyard. There is also a millionaire from the international jet set (Curd Jurgens as Eric Carradine) who aspires to buy the shipyard to build a casino hotel in the beautiful coastal region. Juliete flirts with her older brother, Antoine Tardieu (Christian Marquand, a French actor who decades later appeared in APOCALYPSE NOW) but ends up marrying another brother, the timid Michael Tardieu (one of the first roles of the extraordinary French actor Jean-Louis Trintignant de Z, THE CONFORMIST and LOVE).

The film has a beautiful photograph that explores the landscape of Saint Tropez and has an outstanding soundtrack that mixes the various rhythms of fashion at the time, making the exuberant Brigitte Bardot dance in several different dances.

Unquestionably, the world only has AND GOD CREATED WOMAN as an above average film thanks to Bardot. Young, extremely beautiful, uninhibited, energetic, Bardot is the thread of the plot that seen today, 64 years later, seems too naive. The movie gives a treatment for the woman figure that today seems misogynist and chauvinist. BB attended the first level of world stardom, making films such as LE MÉPRIS, VIVA MARIA and LES FEMMES, until he left the cinema and dedicated himself to the environmental cause.

Just seeing Brigitte Bardot dazzling is worth the (re) vision of AND GOD CREATED THE WOMAN.

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