GILDA: Nunca Houve uma Mulher como Ela

Em 1946, o cineasta húngaro King Vidor rodou um filme noir que não somente está na memória afetiva de todo cinéfilo, como é um dos mais citados em outros filmes, aparecendo, por exemplo em UM SONHO DE LIBERDADE, de Frank Darabont.

GILDA conta a história de Johhny Farrel (Glen Ford), um homem que vive de pequenos golpes e assume um emprego no cassino de Mundson (George McReady), um misterioso e poderoso milionário. Ali ele reencontra Gilda, hoje esposa do patrão, mas outrora uma mulher importante na vida de Johnny. Seu roteiro foi escrito por Marion Parsonnet e Jo Eisinger, baseado em uma história de E.A.Ellington.

O grande charme do filme é a bombástica interpretação da ruiva Rita Hayworth, uma novaiorquina então com 28 anos, cujo nome real era Margarita Carmen Cansino. A entrada dela em cena no filme GILDA certamente está entre as aparições mais impactantes da história do cinema.

A cena chave (e a mais lembrada do filme) é GILDA cantando a música Put the Blame on Mame, de Doris Fisher e Allan Roberts. A história diz que a música é cantada por Rita Hayworth, mas ela foi dublada por Anita Ellis. O striptease entrou para a história.

Não fosse por Rita Hayworth, GILDA ficaria sem maior destaque entre tantos filmes noir de alta qualidade que o cinema produziu. Mas graças à sua estrela e à cena das luvas, GILDA é sempre lembrado quando se fala nos filmes noir.

Na Revista TIMEOUT, a crítica disse o seguinte sobre GILDA:

“A Gilda, de Rita Hayworth, é sem dúvida a mais fascinante das garotas más da Hollywood clássica. Todo mundo já viu o atemporal clipe de ‘Put the Blame on Mame’ da sua rotina de boates em um número preto sem alças, mas conhecer o contexto dramático dá todo o efeito – aqui está uma mulher se transformando em um espetáculo erótico como um ato de vingança contra seu homem, um gesto de desafio no qual sua própria vulnerabilidade também é ampliada.”

Nunca houve uma mulher como GILDA, como dizia a publicidade do filme.

In 1946, the Hungarian filmmaker King Vidor shot a film noir that is not only in the affective memory of every film buff, but is one of the most cited in other films, appearing, for example, in THE SHAWSHANK REDEMPTION, by Frank Darabont.

GILDA tells the story of Johhny Farrel (Glen Ford), a man who lives on small scams and takes a job at the casino of Mundson (George McReady), a mysterious and powerful millionaire. There he meets Gilda, now the boss’s wife, but once an important woman in Johnny’s life. Its screenplay was written by Marion Parsonnet and Jo Eisinger, based on a story by E.A.Ellington.

The great charm of the film is the bombastic interpretation of the redhead Rita Hayworth, a 28-year-old New Yorker, whose real name was Margarita Carmen Cansino. Her entry on the scene in the film GILDA is certainly among the most impactful appearances in the history of cinema.

The key scene (and the most remembered in the film) is GILDA singing the song Put the Blame on Mame , by Doris Fisher and Allan Roberts. The story goes that the song is sung by Rita Hayworth, but it was voiced by Anita Ellis. The striptease made history.

Had it not been for Rita Heyworth, GILDA would have stood out among the many high-quality noir films that cinema has produced. But thanks to her star and the glove scene, GILDA is always remembered when talking about films noir.

In TIMEOUT Magazine, the critic said the following about GILDA:

“Rita Hayworth’s Gilda is arguably the most fascinating of the classic Hollywood bad girls. Everyone has seen the timeless clip of ‘Put the Blame on Mame’ from her clubbing routine in a strapless black number , but knowing the dramatic context gives the full effect – here is a woman turning into an erotic spectacle as an act of revenge against her man, a gesture of defiance in which her own vulnerability is also magnified. “

There was never a woman like GILDA, as the movie’s publicity said.

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