ROUGE BAISIER: “Quando Jovens, Nós Víamos Tudo em Preto e Branco.”

Anos atrás, em uma Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, vi um filme canadense intitulado ROUGER BAISIER, produzido e dirigido pela cineasta francesa Vera Belmont. O ano era 1985. ROUGE BAISIER venceu o urso de Prata em Berlim.

O filme narra a história de Nádia, uma jovem estudante francesa, filha de pais poloneses que pratica ideias socialistas. Quando os policiais a espancam durante uma manifestação antiamericana, ela é resgatada por um fotógrafo da “Paris Match”. O encontro resulta em namoro e casamento. Quando ela viaja com o namorado para uma sessão de fotos, seus pais procuram a Polícia e o fotógrafo é obrigado a fugir, arrumando uma cobertura na Indochina. Em uma história paralela, a mãe de Nadia encontra novamente seu amor de antes da guerra, libertado da Sibéria, cheio de cicatrizes muito reais.

O filme tem um prólogo em preto e branco, onde aparecem as manifestações estudantis de 1968, em Paris, onde o Pai e a Mãe de Nádia se encontram. Mais tarde no filme, há um diálogo entre Nadia e sua mãe onde se diz: “Você não quer que eu viaje com meu namorado, mas em 68, você fugiu com Papai.” “Sim, mas naquela época a gente via tudo em preto e branco.” Jamais esqueci esta metáfora genial do filme de Vera Belmont.

No elenco estão a francesa Chalotte Vallandray (Nádia), Lambert Wilson (como o fotógrafo Stephane), a suíça Marthe Keller e Laurent Terzieff, como Moishe.

A Diretora Vera Belmont é uma das produtoras de cinema mais prolíficas da França e Canadá (FARINELLI), mas dirigiu apenas sete filmes.

Revi ROUGER BAISIER anos depois e o filme mantém a mesma paixão e força de reflexão que me fascinou em São Paulo, no distante ano de 1985.

Years ago, at an International Film Festival in São Paulo, I saw a Canadian film entitled ROUGER BAISIER, produced and directed by French filmmaker Vera Belmont. The year was 1985. ROUGE BAISIER won the Silver Bear in Berlin.

The film tells the story of Nádia, a young French student, daughter of Polish parents who practices socialist ideas. When the police beat her up during an anti-American demonstration, she is rescued by a photographer from “Paris Match”. The encounter results in courtship and marriage. When she travels with her boyfriend for a photo shoot, her parents go to the police and the photographer is forced to flee, getting cover in Indochina. In a parallel story, Nadia’s mother finds her pre-war love again, freed from Siberia, full of very real scars.

The film has a black and white prologue, where the 1968 student demonstrations appear in Paris, where Nádia’s Father and Mother meet. Later in the film, there is a dialogue between Nadia and her mother where it is said: “You don’t want me to travel with my boyfriend, but in 68, you ran away with Dad.” “Yes, but at that time we saw everything in black and white.” I have never forgotten this brilliant metaphor from Vera Belmont’s film.

The cast includes the French Chalotte Vallandray (Nádia), Lambert Wilson (as the photographer Stephane), the Swiss Marthe Keller and Laurent Terzieff, as Moishe.

Director Vera Belmont is one of the most prolific film producers in France and Canada (FARINELLI), but she has directed only seven films.

I saw ROUGER BAISIER years later and the film maintains the same passion and strength of reflection that fascinated me in São Paulo, in the distant year of 1985.

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